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Tribunal do Crime

Presos em operação confessam que participam de facções criminosas em Teresina

Ele é morador do residencial Pedro Balzi, zona sudeste, responde a três processos de homicídio e é apontado como como membro do 'setor da disciplina' da facção criminosa Bonde dos 40.

12/05/2021 17h27
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Cidade Verde
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Foto: Clebson Lustosa
Foto: Clebson Lustosa

Um jovem identificado como Paulo Henrique Mendes, conhecido como Pinto, é um dos presos da operação Ação Integrada, deflagrada na manhã desta quarta-feira(12) pela Polícia Civil. Ele é morador do residencial Pedro Balzi, zona sudeste, responde a três processos de homicídio e é apontado como como membro do 'setor da disciplina' da facção criminosa Bonde dos 40.

"Essa operação integrada foi importante na medida que conseguiu dar uma resposta. A prisão de um homicida importante como Pinto, que é investigado em vários inquéritos, alguns dele até com autoria definida. Ele é um dos que participam da chamada disciplina de uma facção atuante na nossa cidade", explicou o delegado Samuel Silveira, do DHPP.

Além de responder por homicídios, Paulo Henrique também responde processos por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e roubo de carros.

Além do membro do Bonde dos 40, outros presos na operação de hoje são ligados a facção criminosa PCC, que também atua na capital. Ao todo, 10 mandados de prisão foram cumpridos e dois de busca e apreensão.

Para o coordenador da Divisão de Capturas da Polícia Civil, Delegado Williame Moraes, a operação de hoje representa uma resposta à sociedade sobre o combate a criminalidade e às facções.

"A gente não pode negar a atuação dessas facções criminosas na nossa capital, existem. Já existiam há algum tempo no sistema prisional e agora estão atuando fora dos presídios", disse.

Secretário promete novas operações 

O secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira, prometeu a realização de novas operações para combater a criminalidade e a atuação de facções criminosas no estado do Piauí. Segundo ele, os trabalhos também devem ser realizados em municípios do interior e no litoral do estado. 

"Estamos nessa programação. Essa ação integrada das instituições é exatamente uma reação do sistema estadual de segurança pública contra isso. Vamos fazer, tanto na capital como no interior. outra preocupação é o litoral do Piauí, Parnaíba e Luís Correia, onde também vamos programar operações",destacou. 

Sobre os presos que confessaram ser membros de facções criminosas, o secretário de Segurança avalia que é preciso aguardar a conclusão das investigações. Segundo ele, alguns criminosos utilizam o nome dessas organizações, mas sem fazer parte ativamente, apenas para tentar crescer na hierarquia.

"Para nós, não basta chegar a essa conclusão sem ter uma investigação. Aquilo que ele diz, muita vezes apenas para se empoderar no mundo do crime, precisa ser confirmado através da investigação. Não adianta apenas a confissão., Temos que fazer um link da confissão com a realidade dos fatos. Então, é necessário aguardar as investigações", ressaltou o secretário. 

Atualizada às 9h40

Presos na operação 'Ação Integrada', deflagrada na manhã desta quarta-feira (12) em Teresina, confessaram ser membros de facções criminosas que atuam na capital. A informação foi confirmada ao Cidadeverde.com pelo delegado Willame Moraes, coordenador da Divisão de Capturas da Polícia Civil. 

"Através de uma conversa, entrevista informal, antes de encaminhar os presos à Central de Flagrantes, alguns deles confessaram que realmente fazem parte de organização criminosa. É motivo de preocupação essa revelação, porque é necessário um trabalho bem mais específico e minucioso para demandar o avanço dessas organizações aqui na nossa capital. A polícia já está trabalhando em cima dessas organizações, fazendo o mapeamento das áreas de atuação,quem são os lideres, os crimes que cometem. Alguns deles nós já sabíamos que eram faccionados, tanto que chamamos à parte, fizemos perguntas", explicou o delegado.  

Ainda segundo o delegado, um dos presos exercia papel de liderança em uma das organizações criminosas que atua na capital. "Nós temos um dos líderes de uma das facções, que já praticou vários crimes. Agora tem o mandado de prisão. Ele é investigado por outros crimes. A gente tem certeza que esse deve demorar um pouco a sair", destacou Willame Moraes. 

Ao todo 10 mandados de prisão estão sendo cumpridos nesta quarta-feira (12). O foco da operação se deu na zona sudeste de Teresina, onde mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. 

Matéria original 


A Polícia Civil do Piauí deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) uma operação com objetivo de dar cumprimento a 10 mandados de prisão contra investigados por crimes de homicídio, roubos e tráfico de drogas. 

A ação, coordenada pela Divisão de Capturas, acontece de forma integrada e conta com apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

Até as 7 h da manhã, oito alvos da operação já haviam sido localizados e presos. Eles foram levados para a Academia da Polícia Civil, localizada no bairro Saci, zona sul de Teresina, e posteriormente devem ser encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) onde passarão por exame de corpo de delito. 

Um dos presos na operação de hoje é um homem identificado como José Luiz Maciel de Sousa, acusado de ter participação em um homicídio cometido há 22 anos, em 1999, no estado do Pará. De acordo com a Polícia, o homem estava foragido desde a época do crime e vivia no Piauí utilizando documentos falsos, como identidade de CNH. Entre os presos está também integrantes da facção do PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Foto: Clebson Lustosa/TV Cidade Verde

De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira, a ação desta quarta-feira(12) é uma resposta à onda de homicídios que atingiu a capital nas últimas semanas. Segundo ele, o objetivo é tirar de circulação pessoas envolvidas com a criminalidade. 

Ainda de acordo com o secretário, até o momento a operação segue dentro da tranquilidade sem resistência por parte dos alvos dos mandados de prisão. 

"Eles estão sendo surpreendidos e não há tempo para reação. Até o momento, não há nenhuma ocorrência mais grave durante a execução dessas prisões de que tenha havido alguma reação por parte dessas pessoas, apesar de serem pessoas acusadas de ocorrências de crimes graves", destacou. 

Mais de 70 homens estão envolvidos na operação, entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública. 

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