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Nuvem de gafanhotos não ameaça o Piauí, explica especialista

A nuvem de gafanhotos que come o equivalente a 350 mil pessoas está se dirigindo ao Brasil.

25/06/2020 10h05Atualizado há 1 semana
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Portal O DIa
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Nuvem de gafanhotos destruindo plantação na Argentina (Foto: Reprodução)
Nuvem de gafanhotos destruindo plantação na Argentina (Foto: Reprodução)

A nuvem de gafanhotos registrada na Argentina e que se dirige ao Brasil gerou preocupação nos últimos dias. Nas redes sociais, vídeos e comentários de internautas são compartilhados e expressam o desespero com as imagens dos insetos invadindo e destruindo plantações inteiras.A possibilidade dessa nuvem de gafanhotos chegar ao Nordeste e, mais especificamente, ao Piauí é muito pequena, segundo o climatologista Hérton Costa.

Em live nas redes sociais nesta quarta-feira (24/06), ele explicou que a nuvem de gafanhotos segue um roteiro que é traçado pelas massas de ar e as condições dos ventos. No Brasil, ele aposta que os insetos podem afetar estados como o Rio Grande do Sul e Paraná. “Não há risco de chegar no Piauí. Eles seguem um roteiro que é orientado pelos ventos e pelas massas de ar. As autoridades estão fazendo um monitoramento desse fenômeno e avaliam que ele deve atingir o Rio Grande do Sul e Paraná, uma pequena parte do Brasil. A preocupação é com as áreas rurais. E esses insetos têm um atrativo que é o material vegetal. Essa nuvem de gafanhotos come o equivalente a 350 mil pessoas”, explica.

Nuvem de gafanhotos destruindo plantação na Argentina (Foto: Reprodução) Apesar do susto gerado pelas imagens que impressionam pela quantidade estimada de 40 milhões de gafanhotos, esse fenômeno não é novo na América do Sul. O climatologista explica que no século XX já haviam registros desse descolamento dos insetos, contudo, o que preocupa é a regularidade que o fenômeno ganhou nos últimos anos. “É um fenômeno que está acontecendo na América do Sul, onde não é tão comum assim. Nos anos 30, 40 faz muito tempo que aconteceu, inclusive, com pouquíssimas ocorrências no Brasil.

Nos últimos anos, 2015, 2017 e no passado já tivemos ocorrência, então está ganhando uma regularidade”, afirma. Hérton explica que se trata de uma praga porque não acontece todos os anos na América do Sul, mas, por outro lado, é um fenômeno natural, uma vez que o gafanhoto tem que estar em grupo para garantir sua sobrevivência e a reprodução.

O desequilíbrio ambiental provocado pelo homem somado às condições do inverno com características mais secas proporciona a aparição da nuvem de gafanhotos. “Durante muitos anos temos usado agrotóxico que tem alterado a qualidade da cadeia ecológica e não estamos tendo um inverno satisfatório no Sul. Temos uma condição mais seca, o que favorece a eclosão dos ovos dos gafanhotos. Em anos anteriores, as condições mais úmidas atraiam um fungo que destruía os ovos e evitava essa proliferação”, finaliza Hérton.

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