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Racismo e Difamação

Funcionário acusa prefeito de Morro do Chapéu de agressão verbal e racismo

O fiscal da vigilância sanitária, Leo Batista, estava no seu local de trabalho, quando o prefeito chegou e começou as ofensas.

07/05/2020 09h23Atualizado há 3 semanas
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Acesse Morro
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O fiscal de vigilância sanitária, Leo Batista, no local de trabalho.
O fiscal de vigilância sanitária, Leo Batista, no local de trabalho.

O morrochapeuense Leo Batista, que é concursado da Secretaria Municipal de Saúde de Morro do Chapéu do Piauí, acusa o prefeito da cidade Marcos Henrique Rebelo, de racismo, agredi-lo verbalmente e de ofende-lo em sua honra. O fato aconteceu na manhã desta quarta-feira (06), na barreira sanitária na estrada que liga o município à cidade de Luzilândia, onde Leo trabalha como fiscal da vigilância sanitária. O prefeito teria chegado ao local, e sem uma discussão prévia começou a fazer acusações e tecer xingamentos, alguns de cunho racista.

Segundo Leo Batista, a cena foi assistida por várias pessoas que estavam no local e viram as agressões gratuitas do gestor contra o funcionário, inclusive sua esposa, Francidalva da Silva, que assistiu perplexa o marido ser chamado, entre outros nomes, de corno. “Foi uma situação constrangedora, foi humilhante, e várias pessoas viram. Além de populares, estava o gerente da vigilância sanitária, Senhor João Pereira, o secretário municipal de saúde, Paulo Jorge Viana, a coordenadora de saúde Deuzuita Maria de Jesus, todos eles assistiram a cena”, conta.

 Leo Batista afirma que a motivação para a atitude agressiva do prefeito Marcos Henrique foi a cobrança que ele fez do seu salário, que estava atrasado. O radialista usou as redes sociais para denunciar o fato de que, alguns colegas que exercem a mesma função que ele, terem recebido seus proventos e ele não. “Eu estava na beira da estrada, abordando algumas pessoas, quando ele chegou, não deu bom dia pra ninguém, já foi direto me chamando de bandido e dizendo que o meu pagamento já estava na conta, e ficou me chamando de bandido, ladrão, disse que eu não passava de um negro irresponsável, negro corno”, relatou.

O funcionário registrou boletim de ocorrência e que irá mover uma ação penal contra o prefeito. Sua mulher também, indignada por ser vítima das ofensas ao marido, que foi chamado de corno por várias vezes, vai entrar com uma ação na justiça por calúnia. 

 

Outro lado

Tentamos entrar em contato com o Prefeito Marcos Henrique para comentar as acusações, mas a té o fechamento da matéria não obteve exito. O espaço está aberto caso o prefeito queira se pronunciar. 

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