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Marchinhas

Eô eô eô: Conheça a história das marchinhas que animam o carnaval de Luzilândia

Há três décadas elas animam o Carnaval de Luzilândia e se transformaram nos hinos do carnaval da cidade.

26/02/2020 18h20Atualizado há 4 semanas
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Jornalista Paula Andreas
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O Carnaval 2020 acabou, mas uma coisa os luzilandenses têm certeza, próximo ano as marchinhas de Luzilândia estarão presentes, embalando todos os bailes da cidade. É assim há mais de três décadas, quando a primeira letra foi divulgada. Desde então, não há quem resista ao “Eô Eô Eô” ou a estrofe “Luzi Luzi Luzilândia quem te conhece te ama e não esquece jamais”, que se transformou em frase símbolo da cidade.

A primeira marchinha escrita nasceu da saudade de um músico e também poeta, que após vir curtir o carnaval de Luzilândia, em 1984, ao voltar para Brasília, onde morava, pegou o violão e começou a rabiscar a letra e uma melodia, nascia ali a machinha o “Carnaval do BC”. Esse poeta é Genésio José Silva Filho, conhecido como Genezinho, nascido em Barras, mas que aos 11 anos veio morar em Luzilândia, onde viveu sua adolescência e vivenciou o auge dos bloquinhos de rua e do carnaval realizado no saudoso Bar do BC.

“Bateu uma saudade muito grande, daquelas que doía! Para amenizar essa saudade eu peguei o violão sentei na porta de casa com caderno e um lápis na mão, fiz a letra e a melodia ao mesmo tempo da musica ‘Luzi Luzi Luzilândia’ que o pessoal chama de carnaval do BC”, conta.

Ao voltar para Luzilândia em 1986, no período de carnaval, Genésio conta que levou a letra e gravou com uma banda que o empresário Aldimar Brito tinha na época. “Passei a letra, melodia e arranjos para os músicos ensaiarem durante a tarde, a noite a gente gravou com um gravador portátil mesmo e microfone, na época não tinha tecnologia, coloquei o gravador em um canto da parede para não embaralhar os sons e deu certo”, explica Genezinho.

 Foto: Reprodução TV Luzilândia

Depois disso, com a ajuda de amigos, escreveu à mão a letra, fez cópias com mimeógrafo e distribuiu aos amigos do BC. “No primeiro dia de carnaval, chamei a Sônia, do Bernardo Carvalho, mostrei a música e quando colocou a primeira vez, que distribui a cópia bateu, pegou, aí pronto, naquele carnaval foi sucesso! O tempo todinho essa música tocou e de lá pra cá não parou mais de tocar”, comemora.

Depois dessa, mas duas machinhas foram criadas por Genésio, com os refrãos “Quando o dia clarear sei lá sei lá, lá no patamar...” e “Eu quero, quero, quero, eu quero, quero te ver...” que exaltam vários locais de Luzilândia, elas caíram no gosto popular e são presenças garantidas em todo carnaval da cidade.

“Eu fico muito feliz, porque é uma melodia que é pra todo mundo, independente de politica, quando toca é um momento que as pessoas se aglomeram e cantam e se abraçam, é emocionante  e saiu bem melhor que eu imaginava, porque não imaginava que iria durar por tanto tempo, porque as pessoas que conhecem cantam,  as mais novas também vão gostando e cantam, então elas já entraram pra história da cidade e serão eternizadas”, diz.

Um dos grandes interprete das marchinhas de Carnaval de Luzilândia é seu Edmilson Costa, o Machuca, ele também se emociona ao contar a história das marchinhas. “Essas machinhas fazem parte da minha história, e de Luzilândia, porque não pode faltar nos shows de carnavais que faço, as pessoas pedem. Existem outras, como a música Alto Astral, que fala das coisas que ainda tem aqui, já está sendo tocada em muitos lugares,  tá se popularizando, a do Corso que também é criação minha, mas as machinhas tradicionais de Luzilândia já estão na história da cidade”, comenta.

 Seu Edmilson Machuca

Além das três tradicionais marchinhas, existem outras músicas que embalam o carnaval de Luzilândia, como ressalta o Seu Machuca. Quem nunca cantarolou a “Ressaca do Cabeto”? Também de autoria de Genésio Filho, ou a Pracinha João José? Que tem a composição de Raquel Araújo.

“A Banda toca discoteque, na Pracinha João José” é ainda mais antiga, Raquel conta que a criou em 1982, e com o sucesso das machinhas de carnaval de Luzilândia, a melodia e letra caíram no gosto popular e é presença garantida em todos os carnavais. “Quando fiz está musica, eu  tinha 28 anos. Tocava violão, normalmente, rapidinho fazia uma melodia, a letra. Na época eu pensei no que estava acontecendo no momento, e foi assim criei música da Pracinha João José, que é grande sucesso no carnaval de Luzilândia”, comenta.

 Raquel, autora da Machinha Pracinha João José

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