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Acidentes

Piauí tem maior percentual de mortes no trânsito com motocicletas

Segundo dados divulgados pela PRF, das 149 mortes registradas em 2019, 73 foram de pessoas ocupantes de motocicletas, ou seja, 48,3% das mortes

02/02/2020 23h38
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Portal O Dia
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Superintendente Regional da PRF, Stênio Pires. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)
Superintendente Regional da PRF, Stênio Pires. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Apesar de ser considerado um dos principais meios de transporte pela sua praticidade e baixo custo, a motocicleta ainda é o veículo que faz mais vítimas fatais no Piauí. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31), pela Polícia Rodoviária Federal, das 149 mortes registradas em 2019, 73 foram de pessoas ocupantes de motocicletas, ou seja, 48,3% das mortes. Esse é o maior percentual de todo o Brasil.

Para o superintendente Regional da PRF, Stênio Pires, o alto índice de acidentes envolvendo motocicletas pode estar relacionado à falta de habilitação ou imperícia destes condutores. Em muitos casos, o não uso do capacete, associado à falta de permissão para conduzir um veículo automotor, bem como o uso de álcool, contribuem para a ocorrência destes acidentes.

“Nós verificamos nos números que a quantidade de pessoas inabilitadas que conduzem no estado do Piauí é muito grande. Então, boa parte destas vítimas, além de não estarem habilitadas, não estava usando capacete, e em alguns casos, inclusive, estavam embriagadas. É uma combinação perigosa”, alerta o superintendente. Ao todo, 12.567 pessoas, entre condutores e passageiros, foram flagradas sem capacete.

O número de pessoas dirigindo alcoolizadas, sejam motocicletas ou outros tipos de veículos, é alarmante. Em 2019, foram 1.544 autuações por alcoolemia, o que representa uma média de quatro pessoas autuadas por consumo de álcool ao volante por dia no Piauí. Em relação à quantidade de motoristas inabilitados, essa média sobe para 20 por dia. Um total de 6.779 autuadas por dirigir sem a Carteira Nacional de Habilitação durante o ano.

Superintendente Regional da PRF, Stênio Pires. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Acidentes

De acordo com os dados da PRF, o Piauí registrou um aumento de 8,24% de acidentes graves. Em 2018, foram 485 acidentes graves, enquanto em 2019 esse número subiu para 525. Vale lembrar que a Polícia Rodoviária Federal considera como acidente grave aquele em que há ocorrência de pessoas com lesões graves ou vítimas fatais. No total, 1.463 pessoas ficaram feridas e 149 mortas.

Entre os tipos de acidente, o que liderou foi a colisão transversal, com um total de 101 acidentes. Segundo a PRF, o maior veículo envolvido na colisão transversal é a motocicleta. “A motocicleta saindo de uma via de um município ou de uma via rural, às vezes entra de uma maneira inadequada e acaba sendo atingida por um veículo na rodovia. Ou, como já tivemos casos, moto com moto”, relata o superintendente da PRF.

O segundo maior tipo de acidente registrado nas rodovias federais do Piauí, e também o que tem o maior índice de mortalidade, continua sendo a colisão frontal. Ao todo, foram registrados 86 acidentes desse tipo, com 42 mortos. Ou seja, metade das colisões frontais resulta em morte.

Já em relação às rodovias mais perigosas do estado, a BR-343 fica em primeiro lugar. A rodovia que liga Teresina ao litoral do Piauí registrou, somente em 2019, 243 acidentes graves com 63 mortos. Enquanto a BR-316, que liga a Capital ao Sul do Estado, teve 139 acidentes graves com 36 mortes.

No entanto, quando se fala em mortalidade, a BR-135, conhecida popularmente como Rodovia da Morte, continua sendo a mais letal. Apesar de registrar poucos acidentes graves por ano, a grande maioria deles resulta em morte. No ano passado, foram 61 acidentes graves com 41 pessoas mortas.

Para reduzir esse índice, a PRF anunciou que irá aumentar o efetivo de policiais rodoviários na região da BR-135. “Vamos aumentas de cinco para seis policiais na região da BR 135, ampliando a fiscalização da região. São equipes dedicadas todos os dias naquela região para diminuir o número de acidentes graves”, completou.

Por: Nathalia Amaral/Portal ODia

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