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Segurança Pública

Sem estrutura adequada, Polícia Civil de Luzilândia foca em investigações para combater a criminalidade

“Os crimes tem que ser solucionados. Os criminosos presos. Senão a violência só aumenta”, afirma o delegado Renato Pinheiro.

16/10/2019 09h20Atualizado há 1 mês
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Da Redação
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Foto reprodução
Foto reprodução

Em relatório sobre segurança pública no Piauí, o município de Luzilândia foi classificado como sendo de médio risco em relação a ocorrências criminais, ficando em patamar semelhante à Pedro II e atrás apenas de Floriano e de Teresina, estes dois classificados como de alto risco. Um dos maiores entraves para a promoção de uma segurança pública de qualidade em Luzilândia é a falta de estrutura adequada. A delegacia de Polícia da cidade, por exemplo, conta apenas com quatro policiais civis e uma viatura, que está quebrada.

O Delegado Renato Pinheiro, que assumiu a delegacia de Luzilândia no final de julho, afirma que apesar das dificuldades sua equipe tem se esforçado no combate ao crime e na busca do sentimento de segurança para Luzilândia.  Ele conta que foi traçado um plano de segurança pública pelo Delegado Geral, em que foram destacadas metas de curto, médio e longo prazo, e todas estão sendo seguidas. “Temos um caminho traçado para tornar Luzilândia mais segura e prender os criminosos”, afirma o delegado.

No entanto, Renato Pinheiro reconhece que a péssima estrutura, como a falta de viatura e a quantidade de policiais, dificulta o trabalho da polícia. “Essa é a melhor equipe que eu já trabalhei, os policiais são investigadores de verdade e tem informantes em todos os pontos da cidade, mas devido ao pouco pessoal, talvez não daremos conta de tudo, no entanto, a população pode estar certa que nós estamos dando o nosso máximo para esclarecer os crimes”, afirma.

O delegado diz, ainda, que não abre mão de um expediente de investigação. Ele afirma que na delegacia de Luzilândia não existe plantão ... “Se instituirmos o plantão a delegacia servirá unicamente para registro de ocorrências”, explica.

Para o delegado a população tem uma falsa impressão que o B.O resolve alguma a coisa. Ele explica que o "Boletim de Ocorrência" é apenas um meio de a autoridade policial tomar conhecimento de uma infração penal e daí iniciar a investigação que apure essa infração e responsabilize quem a cometeu. “O B.O também serve para análise da estatística criminal, mas na essência, é apenas um pedaço de papel”, comenta.

Ele explica, ainda, que se algum cidadão for vítima de um crime durante o fim de semana, quando não há expediente na delegacia devido o número reduzido de policial, esse tem que se dirigir à Companhia da Polícia Militar.  Caso ocorra uma situação de flagrante, o caso será encaminhado para a Regional de Esperantina. “Se não ocorrer a prisão em flagrante, o cidadão deve se dirigir à delegacia de Luzilândia durante a semana com os documentos pessoais para registrar a ocorrência e iniciamos a investigação”, explica.

Busca de soluções

Na última sexta-feira, o prefeito de Luzilândia Ronaldo Gomes se reuniu o com o secretário de Segurança pública do Estado, Fábio Abreu, juntamente com o advogado David Cardoso e o Cel. Vicente, do comando do Cerrado, requerendo por meio de ofício viaturas e reforço policial, para a Cia de Polícia Militar de Luzilândia.

  

De acordo com a assessoria do prefeito Ronaldo Gomes, durante a reunião, o secretário Fábio Abreu garantiu a vinda de uma viatura já nesta semana, e de uma segunda viatura até os festejos de Dezembro, além do aumento do efetivo com PMs da capital, para garantir mais segurança à população.

 

 Fotos: assessoria

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