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Hospital Estadual

Bebê morre durante parto em Luzilândia e família acusa hospital de negligência

O caso ocorreu no Hospital Estadual Gerson Castelo Branco. A direção nega negligência e afirma que todos os procedimentos cabíveis no caso foram tomados.

08/08/2019 20h06Atualizado há 1 semana
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Da Redação
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Foto Divulgação
Foto Divulgação

Um bebê morreu durante o parto no Hospital Estadual Gerson Castelo Branco (HEGCB), em Luzilândia – PI, no ultimo sábado (03) e a família acusa o hospital de negligência. Conforme familiares da jovem mãe, de 17 anos, ela estava gravida de nove meses e sentiu as contrações na tarde do sábado (03) às 14h, e após várias horas em trabalho de parto, o hospital resolveu fazer uma cesariana para retirar o bebê na manhã do domingo, mas esse já estava morto.

Segundo Diana Vasconcelos, mãe da grávida e avó da criança, ao dar entrada no HEGCB, a jovem, que esperava seu primeiro filho, estava com a bolsa estourada, mas a justificativa dos médicos para demora no parto era que não havia dilatação suficiente para o nascimento do bebê. “Minha filha passou quase 24h sentindo dores, no trabalho de parto, quando decidiram retirar o bebê a criança estava morta”, conta Diana.

Conforme afirma a família, ao chegar no HEGCB, a médica obstetra disse que seria preciso esperar  a jovem ter dilatação suficiente para o parto.

“O que aconteceu lá foi desumano. A minha tia se ajoelhou pedindo para fazerem a cirurgia, porque minha prima já não aguentava mais, estava passando mal, mas os médicos só diziam que não tinha dilatação, que tinha que aguardar mais e nessa espera a criança morreu. Quando tiraram o bebê, ele já estava morto, a cabecinha dele já estava ferida de tanto forçar. Pra nós foi negligência sim e vamos processar o hospital pra ser investigado o caso, até para que não aconteça com outras mães”, conta uma prima.

 Por telefone a diretora do Hospital, Renata Fenelon, informou que foram realizados todos os procedimentos regulares necessários em relação ao parto de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Que uma médica obstetra avaliou a paciente e que tecnicamente não havia nenhuma indicação de cesariana. Ela disse ainda que houve a troca de plantão e a paciente continuou sendo assistida pelo médico plantonista e que a evolução das contrações seguiram normais. No inicio da manhã do domingo foi observado uma parada de progressão e um estreitamento do canal e viu-se a necessidade de uma cesariana de emergência, visto que deslocar a paciente para uma maternidade em Teresina ou Parnaíba colocaria em risco a vida da mãe e da criança, a cesariana foi feita, mas infelizmente a criança já estava sem vida.

“A gente entende a dor da família e respeitamos, nesse momento há uma necessidade de encontrar culpados, mas infelizmente na obstetrícia acontecem essas complicações e não somos maternidade, mas todos os procedimentos possíveis nós fizemos”, diz a diretora.

A adolescente foi encaminhada para um Hospital Estadual em Parnaíba após o procedimento de cesariana, ela continua internada, mas não corre risco de morte. A família afirma que aguarda a jovem receber alta para tomarem as providências legais. "Ela ainda não recebeu alta do HEDA, mas quando sair minha tia vai vê direitinho como fazer, atrás de advogado, nesse momento eles estão ainda muito abalados", afirma.  

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