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Denuncia

Imagens denunciam descarte incorreto de lixo hospitalar em Luzilândia. Diretora responde acusações!

Embalagens de medicamentos, luvas e seringas estão a céu aberto, diz denunciante.

25/06/2019 19h44Atualizado há 4 meses
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: Da Redação
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Um morador do município de Luzilândia denunciou que o descarte de lixo hospitalar no município estaria sendo feito de forma irregular. Como mostra as imagens, luvas, seringas e outros materiais que seriam do hospital estadual Gerson Castelo Branco estariam sendo jogados no lixão da cidade, o que pode causar problemas tanto ao meio ambiente quanto à saúde da população.

 Além do Hospital, clínicas particulares, os postos de saúde do município, e a secretaria municipal de saúde, também fazem uso desse material, mas nas imagens aparecem prontuários em branco que seria do hospital estadual. De acordo com o denunciante, o descarte do lixo hospitalar seria feito todos os dias no início da manhã, por um transporte que estaria a serviço do Hospital Estadual Gerson Castelo Branco.

Nas imagens aparecem recipientes de soro, luvas, seringas, embalagens de remédios misturadols com outros lixos comuns e expostos a céu aberto. Uma das imagens mostra um saco branco com uma escrita o identificando como  resíduo infectante.

 

 Outro Lado

 Questionada pela reportagem do Clica, a Diretora do Hospital Estadual Gerson Castelo Branco, Renata Fenelon, afirmou que a coleta do lixo do hospital é feita de duas formas, a coleta do lixo doméstico e do lixo infectante. Segundo ela, o destino do lixo doméstico é o lixão da cidade, mas o lixo infectante é recolhido duas vezes na semana por uma empresa contratada pelo Estado.

 Renata Fenelon disse que caso seja recentes essas fotos, ela não acredita que o lixo, apontado nas imagens, seja infectante. Segundo ela, houve recentemente uma limpeza em um dos depósitos do hospital e prontuários em brancos, seringas e soros que não foram usados podem ter sido descartado no lixo comum, mas agulhas não.

 

 A diretora conta, ainda, que há dois meses a direção do Hospital Estadual foi notificada pelo Conselho Municipal de Saúde por essa mesma denuncia, e na época foi constatado que houve um erro por parte dos funcionários, que colocaram, por engano, um dos sacos com lixo infectantes junto com lixo doméstico. “O fornecedor estava com falta de saco azul, que é utilizado para recolher o lixo comum, e estávamos usando o saco branco, utilizado para o lixo infectante, uma pessoa da limpeza trocou por engano um dos sacos de lixo e esse foi levado junto com o lixo doméstico”, conta.

 

Renata Fenelon  diz  que ao ser informada, pelo Conselho Municipal de Saúde de Luzilândia, todas as providências foram tomadas. Na época, com a orientação vigilância sanitária do município e do Estado, o lixo identificado como infectante descartado no lixão foi enterrado.  “Pedimos a orientação da vigilância sanitária e eles orientaram que tínhamos duas alternativas: ou recolher ou fazer um buraco e enterrar, como não tinha como recolher, porque já estava acumulado com outros lixos, contratamos uma máquina reto escavadeira e esse lixo foi enterrado”, explica.

 

Segundo a Diretora do Hospital, a empresa já voltou a fornecer o saco de cor azul, destinado à coleta do lixo doméstico e que logo após o ocorrido foi feito uma reunião com todos os funcionários, e todos se comprometeram a ter cuidado redobrado com a limpeza e coleta desse lixo, por isso não acredita que o fato voltou a ocorrer. " Nossa equipe é bem preparada e responsável, acidentes acontecem, mas não acho que seja o caso, de novo, de qualquer forma vamos averiguar e se for constatado os erros vamos novamente tomar as providências necessárias", finalizou.

 

Problema ambiental

 

lixo hospitalar é encontrado em hospitais, clínicas veterinárias, consultórios, postinhos de saúde, centros de pesquisas e laboratórios farmacêuticos. E os mesmos devem ser descartados de forma correta, seguindo regras para evitar que o meio ambiente seja contaminado. 

A denúncia chama atenção para um possível problema ambiental, que precisa ser fiscalizado.  Nossa reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria de Saúde do Município, Vilma Teresa, mas essa não retornou nosso contato. A intenção era informar na matéria como é feita a coleta do lixo infectante nos postinhos de saúde do município e ter maiores informações sobre o acompanhamento, responsabilidades e controle do descarte deste lixo também nas clínicas particulares, mas após um “boa noite”, um pedidos de desculpas pela demora em retornar o contato, e uma semana de espera, a Secretaria não respondeu as indagações feitas pela reportagem.

 O espaço, no entanto, fica em aberto para a Secretaria, ou sua assessoria, informar para a população as indagações que ficaram em aberto. 

Paula Adreas/ Jornalista do Clica Luzilândia

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