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Declaração

Caso Rhuan: Bolsonaro lamenta que Constituição não permita prisão perpétua

Garoto de 9 anos foi morto e esquartejado pela mãe e a companheira dela, no Distrito Federal, em 31 de maio

19/06/2019 07h38Atualizado há 1 ano
Por: Edição Paula Andréas
Fonte: EM
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O presidente Jair Bolsonaro defendeu, pelas redes sociais prisão perpétua às acusadas de matar e esquartejar o menino Rhuan Maycon, de 9 anos, em Samambaia Norte. A postagem foi feita no Twitter na tarde desta terça-feira (18/6).

"O chocante caso do menino Ruan, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, é um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa Constituição não permite prisão perpétua", escreveu Bolsonaro no microblog.

Em menos de 40 minutos, a postagem teve mais de 3,6 mil compartilhamentos, 1,6 mil comentários e 1 mil curtidas.

O menino foi assassinado pela própria mãe, Rosana Auri da Silva Candido, 27, e pela companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 28, em 31 de maio. Um ano antes de ser brutalmente morto, Rhuan teve o pênis amputado em uma cirurgia caseira.

Jair M. Bolsonaro ?@jairbolsonaro
 

- O chocante caso do menino Ruan, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, é um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua.

20,4 mil pessoas estão falando sobre isso



É a primeira vez que o presidente se pronuncia sobre o caso, mas o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), já havia comentado nas redes sociais sobre a crueldade do crime, e relacionando o assassinato com "ideologia de gênero".

Relembre o caso

Rosana e Kacyla assassinaram Rhuan no fim da noite. O garoto estava dormindo quando recebeu diversos golpes de faca. Em seguida, ele teve o rosto desfigurado, foi decapitado e esquartejado. As mulheres ainda tentaram queimar a carne dele em uma churrasqueira, para poder descartá-la em um vaso sanitário. No entanto, pararam por causa da grande quantidade de fumaça.

Elas distribuíram as partes do corpo do menino em uma mala e duas mochilas escolares. Rosana jogou um dos itens em um bueiro de Samambaia, mas foi vista por pessoas que estavam na rua. Curiosos abriram o objeto e encontraram o corpo. A Polícia Civil foi acionada e prendeu o casal na residência.

O corpo do menino Rhuan foi velado no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco (Acre), onde moram os familiares dele. Uma menina de oito anos, filha apenas de Kacyla, e irmã de criação de Rhuan, foi morar com a família paterna, no Acre, após o crime.

Kacyla fugiu com a filha de Rio Branco, em 2014, junto com Rosana e Rhuan. Eles passaram por dezenas de endereços, como Trindade (GO), Goiânia (GO) e Aracaju (SE), até chegar ao Distrito Federal. Há dois meses, moravam em Samambaia, na casa onde o garoto foi assassinado e esquartejado.

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