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Apologia a violência

Ministério e Defensoria apuram apologia à tortura em comentários na TV do Piauí

Segundo o órgão, um apresentador é alvo de notícia-crime por conta de comentários violentos ao vivo.

23/04/2019 19h16
Por: Edição Paula Andréas
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efensoria pede apoio ao MPPI para coibir apologia à tortura nos veículos de comunicação piauienses (Foto: Divulgação/MPPI)
efensoria pede apoio ao MPPI para coibir apologia à tortura nos veículos de comunicação piauienses (Foto: Divulgação/MPPI)

O Ministério Público anunciou nesta terça-feira (23/04) que vai apurar apologia à tortura na fala de jornalistas da televisão piauiense. Segundo o órgão, um apresentador é alvo de notícia-crime por conta de comentários violentos ao vivo. O nome não foi revelado.

Uma reunião entre o MP e a Defensoria Pública discutiu o assunto. Tal conversa veio logo após a divulgação de vídeos onde policiais militares são vistos agredindo suspeitos de furto. O primeiro, que viralizou nas redes sociais, aconteceu em Piripiri, distante 168 km de Teresina. Um homem levou tapas e socos de dois PMs dentro de uma delegacia. Duas semanas depois, na zona Sudeste da capital, uma policial também foi presa por dar um tapa em um suspeito de furto.

Ambos os casos dividiram a opinião pública – e a dos próprios jornalistas- que se pronunciaram na televisão. A maioria a favor da medida.

O defensor público Igo Castelo Branco solicitou apoio para coibir a prática. No encontro, criticou-se a incitação à violência nos programas televisivos. Segundo eles, tais comentários infringem o código de ética da profissão e o próprio código penal. “Apologia à tortura é crime pelo artigo 287 do Código Penal”, explicou Dárcio Rufino, defensor público.

“Protocolamos uma ação importante pois, diariamente, programas televisivos locais potencializam a visão negativa que existe a respeito dos Direitos Humanos. Hoje dialogamos quais medidas serão tomadas porque somos agentes de promoção dos Direitos Humanos e vamos pensar uma estratégia de atuação conjunta para coibir tais práticas”, esclareceu Igo Sampaio.

Erisvaldo Marques, Defensor Público Geral do Piauí, afirmou que a ação vai contribuir no processo de garantia dos Direitos Humanos no Piauí.

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