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2° turno
Líder da diversidade tucana no Piauí se posiciona a favor de Haddad no segundo turno
André afirma que sua posição pelo voto no petista não é um enfrentamento ao partido ou aos seus líderes e sim uma posição de sobrevivência.
10/10/2018 20h33
Por: Edição Paula Andréas

André Santos, presidente da Diversidade Tucana, segmento LGBT do PSDB, se posicionou nesta quarta-feira, 10 de outubro, pelo voto em Fernando Haddad no segundo turno.

André, que foi candidato a deputado federal nessas eleições, afirma que a decisão é sua e que foi tomada com base em toda a sua luta e militância pelo segmento LGBT. Com 15 anos de filiação, afirma também que será a primeira vez que votará no PT e que será oposição ao presidente eleito, assim como será oposição ao governo do estado.

André recebeu apoio de grandes líderes LGBT’s do PSDB durante sua campanha, como o Prefeito de Lins, Edgar Sousa, o primeiro prefeito homossexual assumido do partido e o ativista Beto Paes.

O diretório regional do PSDB no Piauí ainda não tomou uma posição, após o diretório nacional anunciar que manterá a neutralidade. O ex-candidato a governador, Luciano Nunes se posicionou a favor de Jair Bolsonaro. André afirma que sua posição pelo voto no petista não é um enfrentamento ao partido ou aos seus líderes e sim uma posição de sobrevivência. E reafirma seu apoio ao ex-candidato Luciano Nunes e compreende sua posição.

Leia na íntegra o comunicado:

Essas eleições estão sendo muito difícil, nossa recente democracia vem se mostrando frágil e vulnerável à vontade de quem quer destruí-la. Estamos sendo colocados a escolher entre o ruim e o aterrorizante. Chegamos a um ponto de polarização em que o país se encontra cheio de ódio, rancor e medo do pior. Tenho 15 anos no PSDB, sempre estive à disposição do partido para o que foi preciso. Com candidatura, com apoio, mas acima de tudo, na militância do dia a dia. Venho me dedicando à social democracia por acreditar que ela é o melhor caminho para minha cidade, meu estado e meu país. Encontro-me em um momento de lutar pela minha sobrevivência, ser LGBT no país que mais nos mata não é fácil e ver a ameaça fascista tomando de conta do país, recebendo quase 50 milhões de votos nos deixa temerosos sobre o que nos espera para o futuro. Tenho 30 anos de idade e nunca apertei 13 em uma urna. Mas é chegada essa hora, pela minha sobrevivência, pelas mulheres, pelos negros, pelos companheiros LGBT+, nesse segundo turno votarei em Fernando Haddad. O outro candidato representa o que tem de mais atrasado e perigoso e coloca nossa democracia em jogo. Voto, mas voto com receio e consciência, não é um voto de aprovação ao PT, é um voto contra o Bolsonaro. Sou e serei oposição ao governo eleito, seja qual for, mas espero que a democracia, a justiça social e os direitos humanos prevaleçam. Somos resistência e persistência.

 

Fonte: Oitomeia

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