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Troca de acusações e denúncias e marcam primeira sessão após recesso do Legislativo em Luzilândia

Participaram da sessão de abertura do segundo semestre oito dos onze vereadores da casa.

Legislativo Municipal

Legislativo MunicipalUm espaço para levar à população as notícias do Legislativo de Luzilãndia

13/08/2018 18h54Atualizado há 1 ano
Por: Edição Paula Andréas
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Após 45 dias de recesso, a Câmara Municipal de Luzilândia realizou na ultima sexta-feira (10 de agosto) a 1° sessão do segundo semestre de 2018. Com a presença de oito dos onze vereadores, nesse primeiro encontro do legislativo não foram apresentado nenhum projeto de Lei, mas a sessão foi marcada por denuncias, desentendimentos e reafirmações de compromisso entre os parlamentares.

No Pequeno Expediente, momento em que os vereadores podem apresentar breves comunicações ou comentários sobre as matérias apresentadas no tempo de cinco minutos, o vereador Cristóvão Rodrigues (PT) usou a tribuna para, principalmente, pedir aos colegas vereadores que assumissem o compromisso de assiduidade e de legislar para a população de Luzilândia.

“Não que já não façamos isso, sei das nossas limitações, mas que possamos aprimorar e se dedicar mais a essa casa, que pudéssemos observar mais, para que nós façamos as análises (...) é uma missão que nos foi confiada e precisamos dá o retorno à população”, disse o vereador petista.  Cristóvão Rodrigues destacou que são muitas as cobranças da população sobre o papel e importância do trabalho dos vereadores. Para finalizar sua fala ele reafirmou seu compromisso para com a população e com aquela casa.

O vereador Fernando Aguiar (PMDB) destacou a quantidade de dias de recesso como negativo, e pediu que se observasse o calendário das Câmaras de Vereadores de outras cidades vizinhas, “nós passarmos 45 dias sem essa casa funcionar para muitas pessoas é uma maravilha, mas para quem tem a responsabilidade de cumprir o dever, não.” Disse.

Ele também aproveitou para solicitar à gestão municipal explicações sobre o atraso no pagamento dos funcionários, a falta de pagamentos dos carros que transportam os alunos, que, segundo ele, vai para seis meses de atraso, e cobrou informações de uma empresa do lixo da cidade de Barras que foi embora e deixou algumas pessoas para serem pagas, porque segundo a empresa a Prefeitura não repassou o dinheiro.

Segundo o vereador Fernando, ainda, os vereadores não tem acesso às informações porque os balancetes estão indo para Câmara incompleto. “(...) O ano passado mandaram um balancete totalmente em branco, sem assinatura de ninguém, nem do prefeito, da secretaria de finança e nem do atesto de recebido. Nós merecemos respeito, da mesma forma que a sociedade merece o respeito dessa casa, e para darmos uma explicação à população, a gestão municipal tem que respeitar essa casa”, disse.

O vereador Clisérgio Plácido do PP e Junior Ema (PSL) também usaram a Tribuna para destacar o trabalho dos vereadores e a importância do respeito entre eles, mesmo em lados opostos.   O vereador João Filho comentou com os colegas vereadores sobre a palestra ‘Improbidade Administrativa’, ministrada pelo Juiz de Direito da Comarca de Luzilândia, Thiago Aleluia, ocorrida na manhã da sexta-feira (10), em comemoração ao dia do Advogado, quando o Juiz falou da importância dos vereadores e do cuidado que esses devem ter quando forem aprovar um projeto, porque pode o vereador ser penalizado pelo ato feito sem pensar, já que isso pode ser prejudicial a ele e a população.

O vereador do PP também se mostrou preocupado com a atuação dos vereadores. Segundo João Filho, a população cobra uma atuação mais eficaz, e muitas coisas estão passando despercebidas. “Nesse semestre eu vou cobrar até mesmo dos nossos colegas para que a gente cumpra o nosso papel com maior rigor, para fazer valer o nosso papel de representar o povo”, prometeu.

No grande expediente o vereador Fernando voltou à tribuna para falar sobre o micro-ônibus que, segundo ele, estaria escondido e sem uso na garagem da Prefeitura há três meses. Fernando, juntamente com outros vereadores da oposição, teria procurado a Secretária de Saúde para dá explicação, mas a mesma não foi encontrada. A denuncia foi interrompida por uma discussão entre os vereadores Fernando e Nazinha (PTB).

O vereador Fernando se sentiu contrariado com uma possível compostura da vereadora Nazinha, enquanto o mesmo falava. Ela negou, mas os ânimos se exaltaram e as acusações foram mútuas. Nazinha o chamou de perseguidor e moleque, ao se sentir ofendida por ter sido chamada de irresponsável. Fernando se justificou e pediu desculpas, mas disse. “É irresponsabilidade se você não está fazendo seu papel de vereadora. O seu papel é o mesmo nosso, fiscalizar”, disse Fernando.

Com os ânimos mais calmos o vereador Fernando continuou discorrendo sobre as denuncias contra atual gestão. Segundo ele, o micro-ônibus estaria escondido, para favorecer os donos dos carros que são lotados para prestarem serviços à Prefeitura.

Fernando pediu explicação também sobre a contratação de uma empresa de gêneros alimentícios do município do Madeiro, que forneceu serviço para a Secretaria de Saúde no conserto de ar condicionado, no valor de R$ 18. 400,00 (Dezoito mil e quatrocentos reais). Falou ainda que em fevereiro uma outra empresa fez uma limpeza em todos os postos de saúde de Luzilândia no valor de R$ 50 mil reais, mas no balancete só existe o empenho, não existe um documento que comprove a prestação do serviço.

O vereador informou, ainda, que juntamente com os vereadores Cristóvão e João Filho, estiveram em alguns postos de saúde e nesses não foram constatados reparos, “além de não ter médico, só no Novo Tempo encontramos médico, nenhum Posto de Saúde visitado recebeu limpeza, pintura e não foi concertado nenhum ar condicionado”, contou.

Fernando colocou ainda que o contador da Prefeitura municipal, que é o mesmo da Câmara, recebeu da Secretaria de Saúde, através do Fundo Municipal de Saúde, 12 mil reais em dois pagamento de 6 mil reais. “Nada contra o Ari, mas acontece que é dinheiro público, e nós queremos explicação (...) é de se estranhar que o contador receba em um mês 12 mil reais, é o  mesmo valor do salario do prefeito. Enquanto existe pagamentos astronômicos, o dinheiro do funcionalismo está em atraso”. Segundo o vereador algumas pessoas estariam recebendo por diárias R$450, o salário mínimo divido entre dois, para não sair no pagamento como funcionalismo público.

A ultima usar a tribuna foi a vereadora Gilmara Gil, ela tentou acalmar os ânimos, pedindo calma e serenidade para os colegas. “Existe fatos a serem esclarecidos, vamos esclarecer! Somos representantes do povo, com sensatez, sem ofensas, vamos nos entender, porque a partir do momento que nos ofendemos aqui, qual exemplos daremos à população”, disse.

Sem nada mais a ser apresentado, foi encerrada a sessão.  

Participaram dessa sessão os vereadores Fernando Aguiar (PMDB) Nazinha (PTC), Clisérgio (PP), Gilmara Gil (PTB) , João Filho (PR), Cristóvão Rodrigues (PT), Junior Ema (PSL) e Cabeto (PSB).

Da Redação do Clica Luzilãndia/ Coluna Legisativo Municipal

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