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03/01/2017 ás 11h35 - atualizada em 18/01/2017 ás 23h54

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Redação

Luzilândia / PI

Salário mínimo de R$ 937 entrou em vigor e causando indignação
O salário mínimo vigente até sábado dia 31.12 era de R$ 880.
Salário mínimo de R$ 937 entrou em vigor e causando indignação

O valor do novo salário mínimo de R$ 937, que entrou em vigência no dimingo (01.01), primeiro dia de 2017, não é motivo de comemoração para aposentados e pensionistas que relacionam os seus vencimentos a esse indexador da economia. Ao contrário, é motivo de críticas e indignação. O aposentado Sidney Martins, de 76 anos, direcionou suas baterias aos políticos: "Eles fazem esse salário, eu queria vê-los vivendo com esse salário. Quero ver algum político fazer a ceia de Ano Novo ganhando salário mínimo."



O salário mínimo vigente até sábado dia 31.12 era de R$ 880. A base do cálculo para o reajuste leva em conta a Inflação estimada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A estimativa para o INPC em 2016 é de 6,74%, calculada pelo Ministério da Fazenda, menor do que a previsão de 7,5% de outubro. No acumulado do ano até novembro, o INPC está estimado em 6,43%.



A previsão do reajuste constou de aprovação no dia 15 de dezembro, em votação relâmpago no Congresso Nacional, do orçamento da União para 2017. Economistas calculam que o reajuste do salário mínimo nacional pode influenciar na variação do salário mínimo do Estado de São Paulo, na faixa de R$ 1.000 a R$ 1.017 desde abril de 2016.



 



A aposentada Inês Martinez dos Santos, 69, avaliou: "Judiação dos aposentados. Com esse salário e o custo de vida muito alto, se não tiverem duas, três (pessoas) trabalhando para garantir o sustento, está difícil. Energia, água." Sidney Martins, que é amigo de Inês desde a infância, acrescentou: "Imagine a pessoa ganhando salário mínimo, tem que pagar aluguel, é doente e tem que comprar remédio."



Também admitindo que o salário mínimo de R$ 937 "é pouco", o aposentado Antonio Carlos Guitti, 68, filosofou: "Futebol, religião e política não se discute porque não se chega a um acordo." Confrontado com o fato de que a aposentadoria é fruto de uma política para o setor, ele tangenciou: "O negócio é muito complexo."



Outro aposentado, Silvio José Piovane, 60, afirmou que o salário mínimo "não dá para comprar nada", e explicou: "Não dá para comprar nem remédios que a pessoa precisa. Eu gasto R$ 250 só de remédio para pressão."



 



Mais uma vez o brasileiro assalariado é quem vai pagar essa conta.



 



Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul



 



Foto: Divulgação


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