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Brasil

14/03/2019 ás 16h01

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Plano para fuzilar alunos e professores em escola de Timon é investigado pela Polícia
Viatura da Polícia Militar (PM) se deslocou à escola para as operações de praxe, na tentativa de conduzir a direção do local para realizar o boletim de ocorrência (BO)
Plano para fuzilar alunos e professores em escola de Timon é investigado pela Polícia

Professores da rede estadual de Ensino de Timon estão apavorados com uma conversa em que dois alunos do Centro de Ensino Senador Clodomir Millet, localizada no bairro Parque Piauí, em Timon (cidade da Grande Teresina), planejam fuzilar uma sala inteira mais “todos os professores”. O OitoMeia teve acesso ao diálogo criminoso na manhã desta quinta-feira (14/03) por meio de uma fonte ligada à instituição, cuja identidade não será revelada por questões de segurança.


A conversa foi transcrita e editada pelo repórter. Pelo texto, os autores dão a entender que são ex-alunos da instituição. Em certo momento, um diz: “A gente chega metendo bala lá onde era a nossa sala”. A Polícia Civil já tem conhecimento do caso, mas ainda não soube informar se os envolvidos tem alguma ligação direta enquanto alunos ou ex-alunos do colégio. Leia abaixo!


A: Tem as manhas de fuzilar todo mundo lá na escola não? Arrumo as armas.


B: Bora! Lá no Clodomir [Centro de Ensino Clodomir Millet].


A: Jogo um 38 [revólver calibre 38] na tua mão. As munições.


B: Na hora! Nós chegaremos metendo bala lá onde era a nossa sala.


A: Nós matamos os professores todos.


MÃE APAVORADA


A fonte ligada à escola ainda revelou que uma mãe de aluno recebeu a mensagem em grupos de WhatsApp e a enviou para perguntar se a mesma teria conhecimento do fato. Logo em seguida, várias pessoas da cidade vizinha tiveram acesso ao conteúdo. Alunos, professores e pessoas ligadas à escola estão apavorados, conforme foi relatado a esta equipe de reportagem.



Centro de Ensino Senador Clodomir Millet está localizado no bairro Parque Piauí, em Timon (Foto: Reprodução Facebook)


“Ela [mãe de um aluno] disse que queria saber se nós estaríamos sabendo. Eu disse que não sabia porque nem na escola eu estava. Ela recebeu de um grupo de WhatsApp. A gente também não sabe dizer quem teria fazendo isso. Todo mundo soube disso agora. Foi só o tempo de eu receber e repassar para a direção da escola”, explicou a fonte.


PM FAZ DILIGÊNCIA


A Polícia Civil de Timon, por meio do 1º Distrito Policial (1º DP), também soube do caso por meio do WhatsApp. Uma viatura da Polícia Militar (PM) se deslocou à escola para as operações de praxe, na tentativa de conduzir a direção do local para realizar o boletim de ocorrência (BO). A partir daí, o delegado pode iniciar as investigações, caso os autores do diálogo sejam maiores de idade.


“Nós estamos aguardando o registro do BO [boletim de ocorrência]. A Polícia Militar mandou uma viatura para lá para averiguar para que a pessoa venha registrar a ocorrência mais tarde”, confirmou o delegado Hermes José Bezerra, do 1º DP. A redação não conseguiu entrar em contato com o batalhão da PM responsável pela diligência ao Centro de Ensino Senador Clodomir Millet.


Se os suspeitos forem menores, a responsabilidade do caso ficará com o delegado Renato Cordeiro, titular da Delegacia do Menor Infrator de Timon. Em contato com o OitoMeia, ele informou que ainda não tem conhecimento da ocorrência. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) também não soube do fato e aguarda informações da Polícia Civil para se posicionar oficialmente.


MASSACRE EM SÃO PAULO


Cinco alunos e duas funcionárias da escola estadual Raul Brasil, em Suzano , na Grande São Paulo, morreram após Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos entrarem no colégio atirando. Antes do ataque à escola, eles mataram Jorge Antônio Moraes, dono de uma locadora e parente de um dos atiradores. Ao final da ação, o menor teria atirado contra o comparsa e, logo em seguida, se matado.


Fonte: OItomeia

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