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Política

30/01/2019 ás 22h43 - atualizada em 31/01/2019 ás 22h43

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Lula agradece decisão do Supremo e não vai sair da prisão: não tem mais sentido
STF autorizou a saída de Lula da cadeia para visitar os familiares. Corpo de Vavá foi enterrado no início da tarde desta quarta-feira
Lula agradece decisão do Supremo e não vai sair da prisão: não tem mais sentido

Lideranças do PT afirmaram nesta quarta-feira (30) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá para São Bernardo do Campo se encontrar com familiares após o enterro do corpo do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, no ABC paulista. Vavá morreu na terça-feira (29) e o corpo foi enterrado no início da tarde desta quarta.



O ex-ministro Gilberto Carvalho comentou a decisão do ministro do STF, Dias Toffoli, de autorizar a saída de Lula da prisão em Curitiba.




Na tarde de terça-feira, a defesa de Lula pediu à Justiça a liberação dele para ir ao velório de Vavá, que tinha morrido pela manhã. Segundo os advogados do ex-presidente, o artigo 120 da Lei de Execução fala que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".




O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, afirmou que autorizar o ex-presidente a ir ao velório do irmão é uma "questão humanitária".




Na madrugada desta quarta-feira, o desembargador de plantão do TRF-4, Leandro Paulsen, negou recurso da defesa de Lula. Os advogados do ex-presidente recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda na madrugada para Lula poder ir ao velório, que estava previsto para as 13h. No início da tarde, Dias Toffoli, o STF, autorizou a saída de Lula para encontrar os familiares em uma unidade militar na região do ABC.




 



'Não faz sentido mais'



 




"É lamentável que a decisão só tenha saído a essa hora. É totalmente inviável. Não era pra vir ver o corpo do Vavá, era para falar com a família. O Lula com muita dignidade agradeceu, mas não vem, não faz sentido mais", disse Carvalho.




"Agora, o importante da sentença do ministro Toffoli, nós somos gratos a ele nesse sentido. Ele faz uma crítica correta à crueldade da juíza, ao cinismo da Polícia Federal que alegou razões logísticas e de segurança para impedir um direito do presidente Lula. Contra Lula não há limite, não vamos nos iludir. Eles farão de tudo para quebrar a espinha dorsal do presidente."




Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, afirmou: "Eu acho mais um absurdo. O Lula é tratado com excepcionalidade pela Justiça, de forma seletiva. Então, infelizmente, esse é o enfrentamento que nós temos que fazer: mostrar que o Lula, em muitos direitos, ele está sendo prejudicado, em muitas discussões ele está sendo prejudicado porque sempre há um julgamento político sobre as atitudes dele".




"Eu preciso dar risada. A lei disse que pode vir. No regime militar, minha vó morreu e foi enterrado nesse cemitério, e ele veio. Agora, que vivemos em uma democracia, a Justiça não permite por 'N' motivos. Criaram uma série de motivos. É uma piada", disse Edson Inácio da Silva, filho de Vavá.






 


Velório e enterro



 



Vavá morreu nesta terça-feira (29) após lutar nos últimos anos contra um câncer. Ele tinha 79 anos. O corpo foi velado durante a manhã no Cemitério Paulicéia, em São Bernardo do Campo. Em seguida, foi levado para uma capela no mesmo cemitério, onde foi realizada uma cerimônia religiosa com parentes, amigos e integrantes do PT e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.




Estiveram na cerimônia a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o vereador Eduardo Suplicy, os ex-prefeitos Fernando Haddad (São Paulo) e Luiz Marinho (São Bernardo), Frei Betto, entre outros.






 


Decisão de Toffoli



 



A defesa de Lula conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para que o ex-presidente se encontrasse com familiares em São Bernardo. O ex-presidente está preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.




A decisão de liberar Lula para ir à cidade do ABC foi proferida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, de plantão no recesso do Judiciário. Ela saiu pouco antes de o corpo de Vavá ser sepultado.




Toffoli assegurou o direito de Lula de se encontrar com os familiares em Unidade Militar em São Bernardo, com a possibilidade de que o corpo de Vavá fosse levado até lá.





"Por essas razões, concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do corpo do de cujos ser levado a? referida unidade militar, a critério da família", decidiu o presidente do Supremo.






Fonte: Globo
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