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Piauí

09/01/2019 ás 09h44

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

15% das prefeituras ainda não pagaram o salário de dezembro e o 13º
A orientação da APPM é que os gestores façam uma vistoria minuciosa nas contas de cada município, para possibilitar o corte de despesas, mas sem prejudicar serviços que são considerados essenciais.
15% das prefeituras ainda não pagaram o salário de dezembro e o 13º
O prefeito de Água Branca, Jonas Moura, vai assumir a presidência da APPM amanhã (10). Foto: Jailson Soares/ODIA

Cerca de 15% das prefeituras do estado do Piauí ainda não realizaram o pagamento do salário do mês de dezembro e do 13º salário. A informação foi confirmada nessa terça-feira (8) pelo presidente eleito da Associação Piauiense de Municípios- APPM, Jonas Moura, prefeito de Água Branca. De acordo com ele, a orientação nesse momento é que os gestores procurem realizar cortes nas despesas.


“O que nós temos aconselhado é que esse é o momento dos prefeitos conversarem com sua câmara de vereadores, para fazer os cortes agora, nesse mês de janeiro. É o mês que o gestor pode fazer uma reserva, para em 2019 ter uma gestão mais tranquila. Eles têm todas as condições para adotarem as providências”, pontuou.


As despesas com pessoal e custeio da máquina administrativa são os principais pontos onde deve haver cortes. A orientação da APPM é que os gestores façam uma vistoria minuciosa nas contas de cada município, para possibilitar o corte de despesas, mas sem prejudicar serviços que são considerados essenciais. “O ideal é que cada prefeito faça esses cortes baseado no seu plano de contas. Normalmente entra a área de pessoal, que sempre vai pra o sacrifício, e a questão do custeio. Não tem outra saída, tem que cortar do próprio município”, reforçou Jonas Moura, que assume amanhã (10) a presidência da APPM para o biênio 2019-2020.


Em crise, prefeitos pretendem intensificar cobrança de impostos


Uma das alternativas levantadas pela nova gestão da APPM para auxiliar que os gestores alcancem o equilíbrio financeiro é incentivar nos municípios a cobrança de impostos, como ISS e IPTU. A medida, apesar de considerada impopular, é vista como uma das poucas saídas para dar fim à crise financeira vivenciada pelos municípios nos últimos anos.


“É uma medida impopular, mas é constitucional. Nós temos que fazer com que a nossa população entenda que se eu quero ter uma cidade melhor e uma qualidade de vida melhor, eu também tenho que pagar por isso. Então, o IPTU, por exemplo, é legitimo, e é um imposto que ajuda os prefeitos. Todos vão ter que ter coragem para adotar medidas nesse sentido”, avalia Jonas Moura.


Ainda de acordo com o presidente da APPM, os prefeitos vão ter autonomia para implementar a cobrança dos impostos municipais. “Estamos com o projeto pronto para apresentar aos prefeitos, mas a decisão vai ser de cada um deles”, pontou Jonas Moura, ao lembrar que a medida precisa ser aprovada pelas câmaras municipais. “Se o município já tiver a lei aprovada, ele pode já pode implementar. O imposto tem aquela questão da anterioridade. Você tem que apresentar em um ano, para cobrar no outro”, completou.


Por: Natanael Sousa/ODia

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