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04/12/2018 ás 23h56

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Entidades protetoras de animais de Teresina se manifestam sobre cachorrinho morto no Carrefour
Em Teresina o Carrefour atende pela bandeira Atacadão; grupo se manifesta após virar caso de Polícia: “A rede repudia qualquer tipo de maus-tratos contra animais”
Entidades protetoras de animais de Teresina se manifestam sobre cachorrinho morto no Carrefour
Imagens divulgadas por ativistas mostram marcas de sangue no chão da unidade. (Facebook/Reprodução)

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) e a ONG Protetores de Patinhas, ambas sediadas em Teresina, se manifestaram sobre o caso envolvendo o grupo Carrefour que resultou com a imagem de um cachorrinho morto nas dependências de uma unidade da rede na cidade de Osasco, na Grande São Paulo.


Várias manifestações ocorreram pelo Brasil e especialmente contra as lojas do Grupo Carrefour, que atende em Teresina utilizando a bandeira do Atacadão, que possui supermercados nas zonas Norte e Sul da capital. Em algumas mensagens de protestos, há quem defenda uma espécie de boicote às lojas do grupo também no estado. A reportagem do OitoMeia entrou em contato com as duas entidades citadas e questionou sobre esta possibilidade.


POSICIONAMENTO DA APIPA
Ao OitoMeia, a Apipa, através  de Iara Costa, responsável pelo setor de comunicação, informou que não passa de especulação a informação de que poderia estar sugerindo um boicote. A associação tem uma postura de destacar o quanto é importante as pessoas passarem a respeitar mais os animais. “Em muitos desses casos o acusado não chega a ser preso, apenas em casos que ganham repercussão nacional. Então, nós esperamos que a população se manifeste. Pedimos por punições mais severas”, afirmou. Nas redes sociais, a Apipa postou um manifesto ao lado da foto do cachorrinho morto: “Eles não têm voz, mas nós falaremos por eles”.



 


POSICIONAMENTO DA PROTETORES DE PATINHAS
Para a Protetores de Patinhas, que respondeu ao OitoMeia através de bate papo do Instagram, existe sim uma luta contra o grupo Carrefour para que passe a respeitar os animais e está pensando ainda em alguma forma de se manifestar. A nota publicada nas redes sociais diz o seguinte: “Não vamos nos calar e deixar esses monstros impunes. Vamos protestar contra o Carrefourbrasil!! Exigimos justiça e punição para todos os envolvidos”.



 


CARREFOUR VERSUS CACHORRINHO MORTO
Um cão sem nome, mas guardado no coração de todo o Brasil. O caso envolvendo o hipermercado Carrefour ganhou novas camadas nesta terça-feira (04/12), quando ONGs, famosos e internautas decidiram se pronunciar acerca do assassinato de um cachorro na unidade de Osasco (SP). O crime ocorreu no sábado (1º/12) e teria sido arquitetado por um funcionário da rede. O segurança do local teria espancado o cão – quebrando duas de suas patas – após dar veneno a ele. Testemunhas revelaram que o animal era costumeiro da região e ganhava alimentação e água de pessoas que passavam. Nas redes sociais, ONGs de todo o Brasil fizeram publicações e marcaram o Carrefour para questionar o desfecho desta história. Famosos também usaram seus perfis no Instagram em busca de respostas. Tatá Werneck, Leticia Spiller, Fábio Assunção e Kéfera foram algumas das celebridades que se pronunciaram. A linda homenagem se espalhou via Facebook, Whatsapp e Instagram ao animalzinho. Confira:



VIROU CASO DE POLÍCIA; CARREFOUR SE PRONUNCIA
A Defesa Animal estadual disse que esteve no hipermercado em Osasco na segunda-feira (3), e que trabalha na elaboração do boletim de ocorrência. “A Polícia Civil já está tomando providências, instaurando inquérito para investigar o caso e identificar o autor do crime”, afirma o texto. O órgão, ligado à subsecretaria estadual de Defesa dos Animais Domésticos, sob a chefia da Secretaria-Chefe da Casa Militar, afirma que a pena para maus-tratos animais é de três meses a um ano de prisão e multa. “Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada em até um terço”, diz texto divulgado na página da Defesa Animal nas redes sociais. Confira a nota enviada pelo grupo sobre o assunto: “A rede repudia qualquer tipo de maus-tratos contra animais. Comprometido em manter a todos informados sobre o episódio ocorrido na loja de Osasco, nossa apuração preliminar apontou que o cachorro estava circulando pelo estacionamento há alguns dias. O Centro de Zoonoses de Osasco foi acionado por diversas vezes, mas não recolheu o animal. No dia do incidente, clientes se queixaram sobre a presença do cachorro, e, novamente, o órgão foi acionado. Um funcionário de empresa terceirizada tentou afastá-lo da entrada da loja e imagens mostram que esta abordagem pode ter ocasionado um ferimento na pata do animal. O Centro de Zoonoses de Osasco foi acionado novamente e compareceu ao local para recolhê-lo. No entanto, no momento da abordagem dos profissionais do órgão para imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um “enforcador”, tipo de equipamento de contenção. A Delegacia especializada de Osasco (D.I.I.C.M.A.) abriu inquérito e está investigando o caso. Estamos colaborando com as autoridades, disponibilizamos todas as informações e imagens para que o fato seja solucionado”.

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