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Política

02/11/2018 ás 00h08 - atualizada em 02/11/2018 ás 00h33

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Juiz Sérgio Moro aceita ser superministro da Justiça no governo Bolsonaro
Em nota, o novo ministro disse que aceitou o convite da gestão Bolsonaro após uma reunião para discutir políticas para a pasta.
Juiz Sérgio Moro aceita ser superministro da Justiça no governo Bolsonaro

O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) convite para assumir o Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Responsável pela Lava Jato em Curitiba, Moro foi sondado para compor a pasta ainda durante a campanha eleitoral.


Em nota, o novo ministro disse que aceitou o convite da gestão Bolsonaro após uma reunião para discutir políticas para a pasta.


"Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior", disse Moro.


Eleito presidente no domingo, Bolsonaro recebeu Moro na manhã desta quinta no Rio de Janeiro.


A Operação Lava Jato seguirá com os juízes de Curitiba. Moro afirmou que se afastará das novas audiências e que mais detalhes serão fornecidos em coletiva de imprensa na próxima semana.


Ele já não participará de audiência com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo dia 14, que deverá ficar a cargo da juíza substituta Gabriela Hardt.


O novo titular definitivo da Lava Jato ainda será definido.


Em mensagem no Twitter, Bolsonaro disse que "a agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis, será o nosso norte!".


Segundo o vice do presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), a primeira abordagem aconteceu há algumas semanas.


"Isso já faz tempo, durante a campanha foi feito um contato", afirmou, em conversa nesta quarta-feira (31), no Rio. De acordo com o general, o responsável por contatar o juiz foi o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.


Nos últimos dias, a sinalização do magistrado, de aceitar ser ministro, foi alvo de críticas de parte da classe política. O candidato a presidente derrotado Ciro Gomes (PDT) chegou a dizer que Moro era uma "aberração de toga".


O governo Bolsonaro ainda avalia tornar a pasta de Moro um superministério que integraria as estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ligada hoje ao Ministério da Fazenda.


Leia na íntegra a nota enviada pelo novo ministro da Justiça, Sergio Moro.



"Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na proxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.


Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juizes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes".





Ao sair da reunião


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, se reuniu com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na manhã desta quinta-feira, dia 1º, no Rio de Janeiro. Sob escolta da Polícia Federal, ele chegou sem dar declarações. Na saída, o juiz federal chegou a descer do veículo onde estava para falar com a imprensa, mas um início de tumulto acabou fazendo com que ele retornasse sem se pronunciar.


Logo após a saída de Moro, o Blog do Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, divulgou que o magistrado havia aceitado o convite do capitão da reserva para comandar o superministério da Justiça. E que irá divulgar uma nota ainda pela manhã detalhando os termos da proposta que aceitou.


O encontro durou pouco mais de 1h30 e ocorreu na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da capital fluminense. O juiz federal desembarcou no Rio às 7h30 e entrou em uma caminhonete da PF ainda na pista de pouso do Santos Dumont.


Durante a reunião entre os dois, muitos curiosos se aglomeraram em frente ao condomínio, que fica em frente à praia da Barra. Isso atrapalhou a saída da comitiva que levava o juiz federal - Moro estava em uma das duas caminhonetes da PF, que ficou cinco minutos parada na saída do conjunto de casas. Foi nesse momento que o juiz saiu para se pronunciar, ao lado de Paulo Guedes, mas acabou voltando.


 


Fontes: Folhapress e Estadão Conteúdo

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