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14/10/2018 ás 09h46

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

7 filmes e séries para entender melhor a história da política brasileira
m tempos nebulosos de desinformação e fake news, é importantíssimo buscar fontes confiáveis, até mesmo para não passar vergonha na hora de encarar grupos de família.
7 filmes e séries para entender melhor a história da política brasileira

Embora muitas discussões pequem pela falta de profundidade, não raramente descambando para brigas ou amizades desfeitas, é fato: nunca o brasileiro se interessou tanto em política e em debater calorosamente o assunto –e e, desde que respeitado o direito à opinião divergente, isso é ótimo.


Em tempos nebulosos de desinformação e fake news, é importantíssimo buscar fontes confiáveis, até mesmo para não passar vergonha na hora de encarar grupos de família, filas de supermercado ou até grandes shows internacionais.


Outra é recorrer a filmes e a séries brasileiras, que podem funcionar tão bem quando um bom livro de história política.


Veja abaixo sete produções que, com mais ou menos dramatização, com ou sem “licença poética”, nos ajudam a entender melhor a situação em que nos encontramos.


“Carlota Joaquina” (1995, dirigido por Carla Camurati)



Símbolo da retomada do cinema nacional, conta história da infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, prometida a dom João 6º, que se muda para o Brasil com a corte portuguesa fugindo de Napoleão. Com um retrato decadente da monarquia portuguesa, mostrando a elevação do Brasil colônia a reino unido, o filme defende que problemas atuais, como o descaso com problemas sociais, corrupção e a troca de favores políticos, são pra lá de antigos.


“Mauá – O Imperador e o Rei” (1999, Sergio Rezende)



Estrelado por Paulo Betti, biografa Irineu Evangelista de Sousa (1813–1889), considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por obras modernizadoras da economia nacional. Contrário à escravidão e defensor do livre comércio e do capitalismo, o Barão de Mauá foi alvo de intrigas e sabotagens por parte do Partido Conservador Brasileiro, ligado ao Império do Brasil, e acabou acumulando dívidas e se dedicando à corretagem do café. O filme radiografa o capitalismo do século 19 e nos mostra o caminho que as oligarquias cafeeiras percorreram para chegar ao poder na República Velha.


“Getúlio” (2014, João Jardim)



Dono de biografia única, que conseguiu mesclar populismo, democracia, e ditaduras via golpes de Estado, Vargas é uma das figuras mais importantes da política brasileira, e o filme estrelado por Tony Ramos explica por quê. Com toques ficcionais, a obra relembra grandes marcos da primeira metade do século 20, a partir da experiência do líder gaúcho, passando pelas tensões do Estado Novo aos seus conturbados últimos dias, antes de cometer suicídio no Palácio do Catete


“JK” (2006, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira)



José Wilker, Wagner Moura, Marília Pêra e grande elenco dão vida à minissérie de 47 capítulos que refaz os passos do ex-presidente Juscelino Kubitschek, dividida em duas grandes fases. Da infância em Minas Gerais, passando pelo curso de medicina e pelas gestões como prefeito de Belo Horizonte, governador do Estado e presidente da República, quando promoveu um ousado programa desenvolvimentista. Percebemos como a vida pessoal interferiu diretamente em questões políticas envolvendo Kubitschek, cujo lado progressista ganha destaque na trama.


“O que É Isso Companheiro” (1997, Bruno Barreto)



Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, conta a história do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, após uma emboscada de integrantes dos grupos guerrilheiros de esquerda MR-8 e Ação Libertadora Nacional que lutavam contra o regime militar no fim dos anos 1960. Baseado no filme homônimo de Fernando Gabeira, o longa é uma das primeiras produções de grande porte sobre a ditadura, sem apelar para maniqueísmos.


“Tropa de Elite 2” (2010, José Padilha)



A interferência de poderes paralelos na vida política, um meio corrupto e ligado ao crime organizado, é o chamariz do filme, uma das maiores bilheterias do cinema nacional. O pano de fundo é o crescimento do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e os conflitos entre policiais e milícias do Rio de Janeiro. A política é a ponte. O filme pode abrir seus olhos para algumas questões importantes de segurança pública.


“O Mecanismo” (2018, José Padilha, Felipe Prado e Marcos Prado)



A série da Netflix estrelada por Selton Mello causou polêmica ao colocar na boca do personagem inspirado no ex-presidente Lula uma frase que não foi dita por ele. Controvérsias à parte, a série acerta ao revelar bastidores da Lava Jato, de forma mais sedutora e intrincada que o filme inspirado na operação, uma das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do país. Ao longo dos episódios, entendemos a natureza e os efeitos das investigações, com desdobramentos sobre o presente e o futuro do Brasil.


Fonte: Uol

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