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Piauí

11/10/2018 ás 16h43

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Polícia Federal vai apurar ameaças homofóbicas na Universidade Federal
Inscrições com ameaças homofóbicas foram encontradas nos banheiros do Centro de Ciências Agrônomas. Ufpi pede que vítimas denunciem abusos.
Polícia Federal vai apurar ameaças homofóbicas na Universidade Federal

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) acionou a Polícia Federal para apurar casos de ameaças homofóbicas escritas dentro de banheiros do Centro de Ciências Agrônomas do campus Ministro Petrônio Portela, em Teresina. A imagem, com a inscrição “Vamos matar viado” (sic.), gravada em um vaso sanitário, circula pelas redes sociais.


Por meio de um comunicado, a Superintendência de Comunicação da Ufpi informou que a instituição não compactua nem aceita nenhuma atitude criminosa, preconceituosa, misógina, homofóbica e racista praticada dentro de suas dependências. A direção do Centro de Ciências Agrônomas já contactou a PF e, juntamente com a polícia, está apurando o caso.


Além das ameaças gravadas nas paredes, outro caso envolvendo o nome da Universidade Federal chamou a atenção nos últimos dias nas redes sociais. Uma estudante, que não teve o nome divulgado, publicou em seu Instagram imagens de uma conversa na qual sofre ameaças de uma segunda pessoa. No print é possível identificar as frases “Aceita que dói menos, vai pra Venezuela. Quando eu tiver de porte de arma e ti encontrar na Ufpi, toma cuidado. Ninguém vai sentir sua falta preta burra” (sic). A jovem rebate com “Você tá louco? Sabia que ameaça é crime?”


 


Sobre este caso em específico, a Superintendência de Comunicação da Ufpi disse que se trata de uma estudante de Ciências Sociais, que ela fez Boletim de Ocorrência, mas que a Universidade mesmo não recebeu nenhuma notificação oficial. A Ufpi pede que as pessoas que se sentirem e forem ofendidas, machucadas ou sofrer qualquer violência, seja física ou verbal, que denuncie, formalize a ocorrência e procure a ouvidoria da instituição. “A Ufpi só pode agir com denúncias formalizadas, em que as pessoas não fiquem anônimas, para que a instituição possa atuar junto ao órgãos competentes”, finaliza o comunicado.


Por: Maria Clara Estrêla/Odia

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