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Luzilândia

28/05/2018 ás 15h34 - atualizada em 31/05/2018 ás 18h35

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Redação

Luzilândia / PI

Greve dos Caminhoneiros pode deixar luzilandenses sem produtos essenciais
Gasolina, diesel, gás de cozinha e agora um alerta da Agespisa para o racionamento devido a falta do produto químico utilizado no tratamento da água.
Greve dos Caminhoneiros pode deixar luzilandenses sem produtos essenciais

A Greve dos caminhoneiros, que já duram oito dias no País, começou a prejudicar o abastecimento de água na cidade de Luzilândia. Alem dos postos de gasolina, que já não possuem combustíveis, e do gás de cozinha, que já somem dos locais que comercializam o produto, um comunicado da Agespisa informa aos luzilandenses que devido a falta dos produtos químicos para o tratamento da água, o fornecimento será racionado. 


Segundo o comunicado assinado pelo chefe do Escritório da Agespisa em Luzilândia, Francisco das Chagas Lima, a greve dos caminhoneiros impediu que os produtos químicos fossem enviados para o tratamento da água que é distribuída à população. Assim, o comunicado informa a medida de racionamento no período de 12h da madrugada às 4h da manhã. 


Crise generalizada


De acordo com informações de donos de estabelecimento comerciais, o Gás de Cozinha também já corre o risco de acabar e por isso o produto vai ter um aumento em seu preço. Sem o abastecimento dos postos, e sem uma solução para a greve, há risco de que a população fique também sem o produto.


Quase todos os postos em Luzilândia, a gasolina e o diesel já acabaram e a fila  de motoristas e motociclistas nos estabelecimentos que ainda possuem o produto começam a se formar. Alguns consumidores chegam a passar meia hora esperando o atendimento.



 


 


 


 Foto: Divulgação 


 De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados no Piauí, se a greve dos caminhoneiros continuar, em poucos dias poderá ter falta de estoque de alimentos nos supermercados da capital. No interior do Estado a situação poderá ser percebida de forma mais rápida. Alguns estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, o que vai se estender para todo o país nos próximos dias, caso a greve dos caminhoneiros não acabe logo.


 Greve com apoio popular


Apesar dos transtornos que a greve contra a alta do diesel tem causado, desde o abastecimento de combustível, comida, ônibus,  a mobilização encontra respaldo na própria população. Em diversos pontos do país, pessoas levaram alimentos, água e cobertores para os caminhoneiros. O movimento envolveu cidadãos, motoristas de aplicativo e transporte escolar e até empresas da área de alimentos. Também houve apoio nas nas redes sociais.


 A greve conta com grande apoio nacional, porque a alta do preço dos combustíveis afeta não só a prestação de serviços, mas a vida de grande parte dos brasileiros.


O que pedem os caminhoneiros?


A greve começou como um movimento puxado pela CNTA, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. A convocação da paralisação se deu após encaminhamento de ofício ao governo federal em 15 de maio, solicitando atendimento de demandas urgentes antes da instalação de uma mesa de negociação.


Após sucessivos reajustes no preço dos combustíveis, os caminhoneiros passaram a reivindicar o fim definitivo da cobrança do imposto PIS/Cofins sobre o insumo, além do eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel.


Os caminhoneiros pedem também mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras, o que já foi descartado pelo presidente da estatal Pedro Parente. 


A nova política de reajustes, adotada pela Petrobras em julho do ano passado, determina que os valores dos combustíveis sofram alterações diárias que acompanhem a cotação internacional do petróleo e a variação do câmbio.


 

FONTE: Da Redação

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