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Brasil

09/04/2018 ás 14h23

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Polícia prende suspeito de executar cinco jovens em Maricá e outros dois integrantes de milícia no RJ
Jovens assassinados no fim de março foram vítimas da ação de milicianos que agem na região.
Polícia prende suspeito de executar cinco jovens em Maricá e outros dois integrantes de milícia no RJ

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta segunda-feira (9), um suspeito da execução de cinco jovens em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, e outros dois acusados de integrar uma milícia da região. O crime foi na madrugada de 25 de março.




Segundo a polícia, João Paulo Firmino, preso em Itaipuaçu, executou os jovens. Os dois suspeitos de integrar o bando paramilitar foram identificados como Jeferson e Bimbinha. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de dois policiais militares, que seriam os mandantes do crime. Um dos PMs com busca e apreensão é Wainer Teixeira Júnior, que foi preso na operação Calabar.




Durante a operação foram apreendidos dinheiro, armas, carros e motos. Segundo as investigações, Firmino está ligado à milícia local e estava sozinho no momento do crime. O suspeito também está sendo investigado em outros inquéritos. A polícia apreendeu com Firmino uma arma calibre 380.




"Mandaram deitar e atiraram nas cabeças. Foi execução. Não houve nem resistência nem tentativa de fuga. Todos os tiros partiram de uma arma só, pois havia projéteis de uma mesma arma deflagrados no local", disse um dia depois do crime a delegada Bárbara Lomba.




 



Motivações



 







 

Mortos em chacina em Maricá (da esquerda para a direita): Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonathan e Patrick da Silva (Foto: Facebook/Reprodução | Arquivo Pessoal)Mortos em chacina em Maricá (da esquerda para a direita): Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonathan e Patrick da Silva (Foto: Facebook/Reprodução | Arquivo Pessoal)



Mortos em chacina em Maricá (da esquerda para a direita): Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonathan e Patrick da Silva (Foto: Facebook/Reprodução | Arquivo Pessoal)





 


Os corpos de Sávio de Oliveira, de 20 anos, Matheus Bittencourt, de 18, Marco Jhonata, de 17, Matheus Baraúna e Patrick da Silva Diniz foram encontrados no conjunto habitacional Carlos Marighella, do programa Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu. Familiares das vítimas negam que eles tivessem envolvimento com traficantes.




A motivação do crime seria domínio territorial. Ainda de acordo com as investigações, apenas um dos jovens mortos teria efetuado roubo na região. Os PMs investigados também seriam envolvidos com serviço de agiotagem e possuem um patrimônio grande.




 



Área disputada



 




Atualmente, a região é Maricá é dominada por, pelo menos, três grupos de milicianos que se dividem por territórios. De acordo com apuração do G1, alguns dos fatores que favorecem a expansão das milícias no local são: grande território, efetivo de policiais reduzido com distanciamento do comando, pobreza e falta de estrutura para investigar homicídios.




A região de Maricá é conhecida como “acelerada”, em relação a ação dos milicianos, já que o local não tem fiscalização.





Por meio da série 'Franquia do crime', o G1 mostrou que as milícias estão, atualmente, em 11 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As áreas de influência desses grupos criminosos somam 348 quilômetros quadrados, o equivalente a um quarto do tamanho da capital. É um conjunto de territórios em que vivem dois milhões de pessoas que, no dia a dia, são coagidas a usar o transporte, o botijão de gás; a pagar por segurança e pelo sinal de TV; além de consumir água e os alimentos da cesta básica dessas quadrilhas.


 


Fonte: G1



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