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Política

31/03/2018 ás 20h32 - atualizada em 01/04/2018 ás 20h32

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Amigos de Temer são denunciados pelo MP na Operação Skala
A denúncia aponta que existem elementos de que Yunes e o coronel Lima atuaram para uma suposta organização criminosa do MDB.
Amigos de Temer são denunciados pelo MP na Operação Skala

Ministério Público Federal apresentou em 21 de março uma denúncia contra 2 dos amigos mais próximos de Michel Temer, o advogado e ex-assessor presidencial José Yunes e o coronel João Baptista de Lima. Os 2 são acusados de participarem do caso chamado de “quadrilhão do MDB“. O processo corre sob sigilo na 12ª Vara Federal de Brasília.


A denúncia contra os 2 foi acrescentada ao processo, que já tem outros denunciados. Entre eles, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o operador financeiro Lúcio Funaro. Os 5 já foram presos.


A denúncia foi feita pela força-tarefa da Greenfield, da procuradoria do Distrito Federal. A denúncia aponta que existem elementos de que Yunes e o  coronel Lima atuaram para uma suposta organização criminosa do MDB. A declaração do ex-assessor de Temer de que teria carregado uma mala de dinheiro a mando do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é 1 desses indícios.


Se a denúncia for aceita, os 2 se tornarão réus no processo e responderão pelo crime de organização criminosa. A pena é de 3 a 8 anos de prisão.


As provas obtidas pelas investigações da Greenfield serão encaminhadas à Procuradoria Geral da República para serem acrescentadas no processo cujo principal alvo é o presidente Michel Temer.


Cerco a Michel Temer


Yunes e Lima foram presos na 5ª feira (29.mar) pela Polícia Federal. A autorização foi dada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso.


Além do processo do “quadrilhão do MDB”, os 2 são investigados em 1 inquérito envolvendo o Decreto dos Portos, assinado por Temer em maio de 2017.


A Polícia Federal ouviu Yunes. A defesa do coronel Lima alegou problemas de saúde para que ele não depusesse. A prisão dos 2 é provisória e vence na 2ª feira (2.abr). Pode ser prorrogada por mais 5 dias.


O ministro Luís Roberto Barroso decidiu que a revisão da prisão será realizada apenas após a tomada de todos os depoimentos.


Há a suspeita de que a empresa Rodrimar teria sido beneficiada pelo ato do governo. Segundo o Ministério Público Federal, há indícios de que o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures teria apontado nomes ligados à Rodrimar como intermediários de propinas. Os valores seriam repassados a Rocha Loures e a Temer.


A Polícia Federal investiga se há correlação entre os fatos narrados no início dos anos 2000 com o inquérito, em curso atualmente, sobre a edição do decreto que beneficia o setor portuário.


Os autos citam acusação de que Temer teria recebido cerca de R$ 600.000. De acordo com a investigação, 7,5% dos contratos da Codesp, estatal que administra o porto de Santos, eram separados como “caixinha”.



Fonte: PODER 360
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