domingo, 09 de dezembro de 2018
86 99956-1389
Esportes

26/03/2018 ás 20h48

249

Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Jornalista explica campanha contra assédio no esporte: “Acontece todos os dias”
Após lançamento do manifesto #DeixaElaTrabalhar, a jornalista Lívia Laranjeira disse que profissionais pensam em outras ações: “Não só nos estádios, mas nas redações e nos clubes”
Jornalista explica campanha contra assédio no esporte: “Acontece todos os dias”

Nesse domingo (25/03), jornalistas lançaram um manifesto em defesa das mulheres no esporte. No mesmo dia, um torcedor foi retirado do estádio Passo D’Areia durante a partida entre São José-RS e Brasil de Pelotas, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho, após proferir ofensas de cunho machista contra a repórter Kelly Costa, da RBS TV.


Mais um dia comum na rotina de jornalistas mulheres no esporte. Mais uma atitude que não dá para aceitar. Durante o “Redação SporTV”, a jornalista Lívia Laranjeira, que assina o manifesto “Deixa Ela Trabalhar”, afirmou que o episódio no Rio Grande do Sul no dia do lançamento da campanha confirma a violência frequente sofrida pelas jornalistas em seu ambiente de trabalho.



Mulheres no esporte (Foto: Arquivo OitoMeia)



– É importante para mostrar justamente isso: acontece todos os dias, com todas as profissionais que trabalham com esporte. Isso é frequente e precisamos combater. Durante muito tempo, as mulheres tiveram que aprender a lidar com o machismo, mas não queremos mais isso. Queremos que as pessoas aprendam a ter respeito.


Lívia explicou o início e a dimensão que o movimento tomou em pouco tempo, e disse que as profissionais preparam outras ações para tornar a iniciativa ainda mais concreta e abrangente.


– Não queremos ficar apenas nas redes sociais. Esse engajamento é importante para fazer com que as pessoas se sensibilizem, se solidarizem e até com que ponham a mão na consciência. Mas a gente quer também propor ações concretas, não só nos estádios, mas também dentro das redações e dos clubes, ambiente que ainda têm pessoas que reproduzem atitudes machistas.


O apresentador Marcelo Barreto lembrou que o Estatuto do Torcedor prevê punições a torcedores que façam manifestações sexistas, homofóbicas e racistas. Já a jornalista citou o Artigo 243G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que aponta como infração contra a ética desportiva preconceito de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.


– A gente não quer criar uma lei nova. Só queremos que essa regulamentação seja aplicada. E que a Polícia Militar e os Jecrim saibam lidar com essas situações – destacou Lívia Laranjeira, e completou: – Importante diferenciar hostilidade de preconceito. O tipo de ofensa que recebemos é sexista por sermos mulheres.


Kelly Costa, que também participa da iniciativa, enfatizou, após ser ofendida por um torcedor neste domingo, que as mulheres não querem mais ficar omissas a episódios como o que ela vivenciou.


– A gente precisava fazer esse barulho, manifestar nossa indignação, nosso descontentamento de a gente não conseguir exercer nosso trabalho com tranquilidade. A gente ter sempre a necessidade de mostrar que somos tão capacitadas quanto o nosso colega homem. Nós estamos sofrendo com muita frequência esse tipo de agressão, esse tipo de violência. A gente não quer mais se calar. Não queremos mais ficar quietas. A gente tem mesmo que denunciar. Temos mesmo que não nos conformar porque o problema é gigantesco e precisa ser combatido.


Fonte: Sport Tv

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Facebook
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium