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Política

25/12/2017 ás 14h30

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Edição Paula Andréas

Luzilândia / PI

Em fala de fim de ano, Temer vê "economia em ordem" e diz que está "mais barato para viver"
O pronunciamento durou cinco minutos (leia a íntegra da fala de Temer ao final desta reportagem).
Em fala de fim de ano, Temer vê

Um pronunciamento de fim de ano, o presidente Michel Temer avaliou que a economia do país está "em ordem" e afirmou que está "mais barato para viver" no Brasil. As declarações foram veiculadas neste domingo (24) em rede nacional de rádio e TV.



O pronunciamento durou cinco minutos (leia a íntegra da fala de Temer ao final desta reportagem).



Temer está desde sexta-feira (22) em São Paulo, onde passará o Natal com a família. A mensagem, divulgada na véspera do feriado, foi gravada na semana passada em Brasília.



"Em um curto espaço de tempo colocamos a economia em ordem, saímos da recessão e temos as taxas de juros mais baixas dos últimos anos", afirmou o peemedebista.



"Já conseguimos baixar os preços dos alimentos e aumentar o poder de compra dos brasileiros. Está mais barato para comer, para vestir, para morar. Está mais barato para viver", acrescentou o presidente.



Apesar das quedas na taxa básica de juros e na inflação, 2017 registrou sucessivos aumentos nos preços do botijão de gás – cujo valor chegou a cerca de R$ 80 em alguns estados – e no litro da gasolina.



Nada de 'contar com salvadores da pátria'

Em outro trecho do pronunciamento, Michel Temer declarou que o governo não adotou "modelos populistas" e não "escondeu a realidade".



"Não adotamos modelos populistas, nem escondemos a realidade. Nada de esperar por milagres e contar com salvadores da pátria", disse.



Em café da manhã com jornalistas na última sexta-feira (22), Temer afirmou que a primeira-dama, Marcela Temer, não quer que ele dispute as eleições em 2018.



Na mensagem de fim de ano, o presidente também fez um balanço de algumas medidas e programas feitos pelo Palácio do Planalto em 2017. O peemedebista destacou, entre outros pontos, a aprovação da reforma trabalhista.



"Nos últimos meses, mais de 1 milhão de novos postos de trabalho foram criados. Sabemos que o desemprego ainda é grande, mas esses números demonstram que estamos no caminho certo", disse.



Na projeção de Temer, as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) vão aumentar o número de postos de trabalho.



O presidente também citou as liberações de saques do FGTS e de cotas do Fundo PIS/Pasep; e a retomada de obras de infraestrutura.



Reforma da Previdência

Como tem feito em todos os discursos, Temer defendeu a reforma da Previdência. Ele disse que as mudanças nas regras de aposentadoria não são uma questão "ideológica ou partidária".



"É uma questão do futuro do país e para garantir que os aposentados de hoje e os de amanhã possam receber suas pensões", frisou.



A reforma previdenciária é a principal proposta de Temer no plano econômico. Governistas queriam ter colocado o projeto em votação na Câmara neste ano.



No entanto, sem os votos necessários para aprovar a proposta, o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiaram a análise do tema para fevereiro de 2018.



Por se tratar de uma mudança na Constituição, a reforma da Previdência precisa passar por duas votações na Câmara e no Senado; e tem que contar com o apoio de pelo menos 308 deputados e 49 senadores.



Temer voltou a elogiar o governo argentino que conseguiu aprovar mudanças nas aposentadorias neste ano e afirmou ter "convicção" de que os parlamentares brasileiros seguirão o exemplo.



"Tenho certeza que eles [os congressistas do Brasil] não faltarão ao Brasil", afirmou.



No pronunciamento, Temer não falou sobre as denúncias de corrupção contra o seu governo. Na última sexta-feira, o peemedebista afirmou ter "perdido tempo" com as denúncias feitas pelos executivos do grupo J&F, dono do frigorífico JBS.



Na ocasião, Temer disse que a reforma previdenciária já poderia ter sido aprovada se as denúncias, derivadas do caso, não tivessem sido apresentadas.



Ao fim do pronunciamento, Temer desejou feliz Natal e disse que o governo está "abrindo as portas para um 2018 de mais estabilidade, de mais empregos, de mais realizações".



Em 2016, Temer também teve fala divulgada em cadeia de rádio e televisão na véspera do Natal. Na oportunidade, ele afirmou que em 2017 o país derrotaria a crise e recuperaria empregos perdidos. O peemedebista já falava de reforma da Previdência à época.



Leia a íntegra do pronunciamento de Temer veiculado neste domingo:




Boa noite a todos.



Antes de tudo queria agradecer a oportunidade de termos essa rápida conversa e fazermos juntos um pequeno balanço do que vivemos este ano. 2017 foi um ano de grandes desafios para todos nós. Mas também foi um ano de conquistas importantes e, eu diria, essenciais para o país que queremos ser. E vamos ser.



Não adotamos modelos populistas, nem escondemos a realidade. Nada de esperar por milagres e contar com salvadores da pátria. É, com esse compromisso, com o olhar totalmente voltado para o que o país quer que as mudanças, as inovações, estão sendo feitas. Em todas as frentes.



Mais que um Programa de Governo, era nossa obrigação, por exemplo, recuperar a Petrobrás e colocar o BNDES a serviço do Brasil. Era meu dever pessoal resgatar o Financiamento Estudantil e ampliar Programas Sociais.



Em um curto espaço de tempo colocamos a economia em ordem, saímos da recessão e temos as taxas de juros mais baixas dos últimos anos. O Risco Brasil diminuiu e os investimentos estão de volta.





A Bolsa de Valores registra alta após alta. O Produto Interno Bruto também. A Safra Agrícola quebra recordes. A Inflação está abaixo do piso. A Balança Comercial atingiu um superávit histórico. A Indústria e o Comércio dão sinais claros de revitalização.



Nos últimos meses, mais de 1 milhão de novos postos de trabalho foram criados. Sabemos que o desemprego ainda é grande, mas esses números demonstram que estamos no caminho certo. Daqui para frente, com a Reforma Trabalhista, o número de vagas, como tudo indica, será cada vez maior.



Enquanto isso, já conseguimos baixar os preços dos alimentos e aumentar o poder de compra dos brasileiros. Está mais barato para comer, para vestir, para morar. Está mais barato para viver. O sonho da casa própria foi realizado por milhares de famílias por todo o país, superando também metas prometidas no passado.



Liberamos o Fundo de Garantia e ajudamos milhares de famílias. E repetimos a dose com a liberação do Pis/Pasep. Com o Plano de Renegociações de Dívidas, agricultores não só recuperaram suas terras como o que eles têm de mais importante: o próprio nome.



Demos também Títulos de Propriedade a milhares de assentados da Reforma Agrária. Além disso, mais de 7 mil obras, de pequeno, médio e grande porte, que estavam paralisadas, agora vão ser concluídas com o Programa Avançar. Todas com data marcada para iniciar e data para entregar.



Quero dizer uma palavra sobre a Reforma da Previdência: não é uma questão ideológica ou partidária, é uma questão do futuro do país e para garantir que os aposentados de hoje e os de amanhã possam receber suas pensões. O nosso país vizinho, a Argentina, num gesto consciente e de união pelo país, deu exemplo e acaba de aprovar a sua reforma. Tenho plena convicção de que os nossos parlamentares darão o seu voto e o seu aval para que isso também aconteça aqui. Tenho certeza que eles não faltarão ao Brasil.



É importante que você saiba que já pode projetar um ano novo melhor para sua família. O sentimento agora deve ser o de esperança, o de otimismo. E você é quem mais merece esse reencontro com a confiança.



Estamos abrindo as portas para um 2018 de mais estabilidade, de mais empregos, de mais realizações. E agradeço a Deus por permitir que eu divida este momento com vocês.



E que nesta noite de natal, ao lado da sua família, você tenha toda certeza de que o Brasil que queremos e estamos construindo é o Brasil que abraça e cuida dos seus filhos. E de que vamos seguir em frente, sem jamais desistir.



Meu muito obrigado. Um feliz natal e boas festas a todos.






Fonte: G1 


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