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ENEM 2017
EDUCAÇÃO
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ENEM 2017
Postada em 05/11/2017 ás 14h32 - atualizada em 05/11/2017 ás 14h46
Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil é tema da redação do Enem
Inep divulgou informação em sua conta no Twitter.
Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil é tema da redação do Enem

O tema da Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 é “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, divulgou a informação em sua conta no Twitter logo após o fechamento dos portões.



Para o coordenador de Redação do Colégio de A a Z, Rafael Pinna, o tema segue a tendência dos últimos anos ao abordar uma questão relativa a um grupo marginalizado na sociedade, como as pessoas com deficiência.



— A aposta de um tema de inclusão de pessoas com deficiência é uma aposta que aparece há bastante tempo nos temas prováveis. Não chega a surpreender, até porque nos últimos anos tem uma tendência de falar de grupos excluídos e marginalizados — avalia o educador.



Nesta edição do Enem, pela primeira vez, candidatos com deficiência auditiva poderão fazer a prova com o apoio de vídeos que narram os enunciados na língua dos sinais — o que ocasionou a elaboração de dois exames distintos, mas que também serão aplicados nos dias 5 e 12 de novembro.



— Foram escolhidas questões com enunciados mais objetivos e que não demandem conhecimento auditivo prévio dos candidatos. O nível deste exame será igual ao de todos os outros que realizarão a prova nos mesmos dias — relatou ao GLOBO, em setembro, Eunice Santos, diretora de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal que organiza o Enem.



NOS ÚLTIMOS ANOS, VIOLÊNCIA CONTRA MULHER, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E RACISMO



Além da prova de redação, neste domingo, os estudantes farão provas de Linguagens e Ciências Humanas.Os estudantes terão até 19h (no horário de Brasília) para resolver a prova, uma hora a mais que na semana que vem, quando serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e Matemática. Esta é a primeira vez que que o Enem é realizado em dois domingos consecutivos. Antes, a o exame era aplicado em apenas um fim de semana.



Nos últimos anos, os temas da prova vêm sendo bastante elogiados por educadores. Em 2015, os candidatos tiveram que escrever sobre a persistência da violência contra mulher no Brasil. Na edição do ano passado, foram dois temas diferentes. Na primeira aplicação da prova, os estudantes dissertaram sobre caminhos para combater a intolerância religiosa no país. Já na segunda, o tema foi caminhos para combater o racismo no Brasil.



Veja abaixo todos os temas de redação da história do Enem:



1998: Viver e aprender



1999: Cidadania e participação social



2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional



2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?



2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?



2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo



2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação



2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira



2006: O poder de transformação da leitura



2007: O desafio de se conviver com as diferenças



2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar



2009: O indivíduo frente à ética nacional



2010: O trabalho na construção da dignidade humana



2011: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado



2012: Movimento imigratório para o Brasil no século 21



2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil



2014: Publicidade infantil em questão no Brasil



2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira



2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil / Caminhos para combater o racismo no Brasil (houve duas aplicações do Exame)



PROVA CERCADA DE POLÊMICAS



Neste ano, a prova de redação foi envolvida em uma polêmica. Em outubro, a pouco mais de uma semana da realização da prova, a justiça impediu o Enem de anular redações que violem os direitos humanos. A decisão atendeu a um pedido do Movimento Escola sem Partido, que argumentou que a regra era injusta, subjetiva e prejudicava a liberdade de expressão dos alunos. Na ocasião, o Ministério da Educação (MEC) disse que " todos os seus atos são balizados pelo respeito irrestrito aos direitos humanos, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, consagrada na Constituição Federal Brasileira."



Após a decisão, o Ministério da Educação entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, manteve a suspensão do critério de anulação. Na sua decisão, Cármen defendeu que a liberdade de expressão estaria sendo cerceada pela regra do edital.



"Não se desrespeitam direitos humanos pela decisão que permite ao examinador a correção das provas e a objetivação dos critérios para qualquer nota conferida à prova. O que os desrespeitaria seria a mordaça prévia do opinar e do expressar do estudante candidato", afirma a presidente do STF.



A intervenção judicial suscitou dúvidas a respeito dos critérios que seriam avaliados na prova. No entanto, professores de redação explicam que, dificilmente, um estudante conseguiria fazer um bom texto, com argumentos sólidos e levando em conta as outras competências avaliadas, defendendo a agressão aos direitos humanos.



Nesta edição, o Inep detalhou pela primeira vez os critérios para avaliar uma possível violação de direitos humanos nos textos dos estudantes. Segundo o texto do manual de redação do Enem, considera-se " que determinadas ideias e ações serão sempre avaliadas como contrárias aos direitos humanos, tais como: defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de "justiça com as próprias mãos", isto é, sem a intervenção de instituições sociais devidamente autorizadas (o governo, as autoridades, as leis, por exemplo)"



O manual cita ainda que " incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica; explicitação de qualquer forma de discurso de ódio (voltado contra grupos sociais específicos)" também serão considerados como violações.



Fonte: O Globo


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