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Postada em 27/06/2017 ás 11h55 - atualizada em 27/06/2017 ás 12h00
O Clica não divulga casos de suicídio, mas precisamos debater maneiras de evitar
O Piauí é o estado que mais registrou casos no Brasil em 2016, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, Sesapi.
O Clica não divulga casos de suicídio, mas precisamos debater maneiras de evitar

O portal Clica Luzilândia não divulga casos de suicídio.  Não há mais nada o que dizer e nem o que evitar. Qualquer informação sobre os motivos são meras especulações, o que passa na cabeça de uma pessoa que tira a própria vida é algo muito particular. Porem acreditamos que o assunto não pode ser varrido para o esquecimento e a melhor maneira de tratarmos o caso é divulgando as formas de evitar que aconteça.



Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil milhares de pessoas sofrem com algum tipo de transtorno mental. Nesse contexto, o suicídio tem se destacado como um grave e crescente problema de saúde pública, estando entre as dez principais causas de morte na população mundial de todas as faixas etárias.



O Governo do Estado do Piauí estuda a implantação do Plano Estadual de Prevenção ao Suicídio, que inclui desde a organização das redes de atenção, com qualificação de profissionais, instituição de um fórum institucional e permanente para estudos e implementações de ações, além de uma central de cuidados às pessoas com transtorno mental.



No jornalismo, não divulgamos suicídios. O suicídio é posto à margem da ação jornalística por se tratar de um ato extremamente íntimo e individual. Se os suicídios começassem a ser notícia, a imprensa teria que começar a investigar a vida do falecido e expor sua vida íntima. 



Por outro motivo  seria que a divulgação massiva de notícias de suicídio, seja ele por jornal, televisão, sites e redes sociais, impulsiona aqueles que já possuem predisposição. E essa é a única verdade ao divulgar um caso de suicídio: “quando alguém está deprimido e começa a ver outros casos de suicídio, o mesmo passa a ter mais coragem de realizar o triste ato de dar cabo da própria existência“.



Como ajudar a pessoa sob risco de suicídio?


Alguém que você conhece está com sinais de suicídio? Ou até você mesmo já sentiu essa sensação? Procure um médico ou procure um dos vários Centros de Apoio Psicossocial espalhados pelo estado. Telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV) no Piauí: (86) 3222-0000;



O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio. Na internet o órgão disponibiliza um manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental.



Através o manual, listamos alguns passos a serem tomados nesses casos:


– Quando as pessoas dizem “eu estou cansado da vida” ou “não há mais razão para eu viver”, elas geralmente são rejeitadas, ou então são obrigadas a ouvir sobre outras pessoas que estiveram em dificuldades piores. Nenhuma dessas atitudes ajuda a pessoa sob risco de suicídio.



O contato inicial é muito importante. Frequentemente, ele ocorre numa clínica, casa ou espaço público, onde pode ser difícil ter uma conversa particular.



1. O primeiro passo é achar um lugar adequado, onde uma conversa tranqüila possa ser mantida com privacidade razoável.



2. O próximo passo é reservar o tempo necessário. Pessoas com ideação suicida usualmente necessitam de mais tempo para deixar de se achar um fardo. É preciso também estar disponível emocionalmente para lhes dar atenção.



3. A tarefa mais importante é ouvi-las efetivamente. Conseguir esse contato e ouvir é por si só o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida.



O objetivo é preencher uma lacuna criada pela desconfiança, pelo desespero e pela perda de esperança e dar à pessoa a esperança de que as coisas podem mudar para melhor.



Uma abordagem calma, aberta, de aceitação e de não-julgamento é fundamental para facilitar a comunicação:




  • Ouça com cordialidade.

  • Trate com respeito.

  • Empatia com as emoções.

  • Cuidado com o sigilo.



Como se comunicar



  • Ouvir atentamente, com calma.

  • Entender os sentimentos da pessoa (empatia).

  • Dar mensagens não verbais de aceitação e respeito.

  • Expressar respeito pelas opiniões e pelos valores da pessoa.

  • Conversar honestamente e com autenticidade.

  • Mostrar sua preocupação, seu cuidado e sua afeição.

  • Focalizar nos sentimentos da pessoa.



Como não se comunicar



  • Interromper muito frequentemente.

  • Ficar chocado ou muito emocionado.

  • Dizer que você está ocupado.

  • Fazer o problema parecer trivial.

  • Tratar o paciente de uma maneira que possa colocá-lo numa posição de inferioridade.

  • Dizer simplesmente que tudo vai ficar bem.

  • Fazer perguntas indiscretas.

  • Emitir julgamentos (certo x errado), tentar doutrinar



Se você esgotou todas as tentativas de convencimento da pessoa para uma internação voluntária e percebe um risco de suicídio iminente, peça ajuda da família, pois uma internação involuntária poderá ser necessária.



 



Com informações do Revista AZ, Governo do Estado, SESAPI


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